28/09/06

Nas Nuvens



é como fico quando, na bancada da cozinha, me deixas ficar uma nota:

"Só para lembrar que te adoro"

Sabe tão bem ser (re)lembrada...

21/09/06

Os Teus Dedos




que suavemente tacteiam em mim

Compondo as mais belas melodias

São notas soltas em cada arrepio da minha pele

Brilhantes, entoam músicas de encantar

Que me embalam num querer-te constante

Feito canto de sereia, chamam por mim

Entorpecendo todos os meus poros

Inibriando-me até á mente

Os teus dedos, pelos quais clamo

Por quem meu corpo chama

São notas soltas em cada arrepio da minha pele...

20/09/06

Que Nem a Morte Nos Separe



Não sei quem és, ou foste, nem sequer se és do sexo masculino ou feminino mas sei que no coração de alguém, que muito te ama, continuas a viver.

Sei da tua existência ao ver as flores que alguém coloca, numa curva á beira da estrada, só mais um dos muitos pontos críticos das nossas estradas que transformam vidas em verdadeiros flagelos.

De inicio os ramos acompanhavam os restos dos destroços do acidente. Com o passar do tempo, e já lá vão muitos meses, os restos materiais foram desaparecendo mas os emocionais, esses, nada nem ninguém os apaga.

És mais um, dos entes queridos, que a estrada roubo a tantas famílias. E mais um que ficará eternizado no peito de tantos.

Já não passo nesse ponto diariamente, mas da última vez que por lá passei lembrei-me de ti, das flores vivazes que durante meses seguidos guarneciam o triste cenário e de todo o amor que podemos ter por quem nos é mais querido.

Não, não te conheço mas conheço a dor de ter um ente querido que nos abandona de mãos dadas com um acidente de viação. E não, não morreste no peito de quem te ama, porque há amores que nem a morte separa.

Pode ser um relato triste sim, mas curiosamente belo na dedicação de alguém que ama até todo o sempre.

Que nem a morte nos separe...


13/09/06

"Trabalhos de Grupo"


Eh pá!!! Esses mesmos!

Também se recordam?!

Corriam os tão espectaculares anos oitenta, os nossos pais saíam de manhã para o trabalho, do qual só regressavam já á noite, nós apanhávamos os transportes públicos que nos levavam á escola e, uma vez por outra, lá tínhamos os tão magníficos “trabalhos de grupo” para fazer.

É claro que tive trabalhos que foram mesmo escolares e realmente feitos em grupo dos quais até obtivemos espectaculares notas, mas do que quero falar agora são dos tais “trabalhos de grupo” (eu sei que já repararam nas “”)

No tempo em que não haviam tantos “perigos” e em que os nossos pais aceitavam uma simples explicação: “-Tenho trabalho de grupo!”

Lembram-se?

Daqueles em que eu combinava ir ter a casa da minha amiga, que a mãe era “contínua” lá na escola (o que dava imenso jeito pois não corríamos o risco de ela sair antes do emprego), e como eu, mais uma ou duas meninas e respectivos acompanhantes.

No tempo em que as músicas calmas se chamavam slow’s e que os xôxos duravam o tempo de uma dessas músicas.

No tempo em que curtir não passava mesmo de uns beijos e de uns “amassos” mas tendo sempre atenção aos pontos extremamente proibidos de “amassar”.

No tempo em que os discos ainda se colocavam naquele gira-discos que a tampa servia de coluna (ou será altifalante?), em que os discos eram de vinil e que nos limitávamos a duas músicas, no caso dos 45 rotações, ou a umas quantas músicas nos de 75 rotações (mas nunca, nunca, as já tão habituais 20 e tais músicas dos cd’s e já para não falar de outras tecnologias).

No tempo em que ainda baixávamos os olhos quando o olhar do “pão”, lá do sitio, encontrava o nosso. Ou que a face se desviava naturalmente quando outros lábios procuravam pelos nossos.

No tempo em que tudo era ingénuo. Em que as amizades eram cúmplices até morrer (ainda hoje guardo as mais importantes). Em que os pensamentos nem ás paredes se confessávam. Em que não se exigia mais senão uns quantos beijos e em que a satisfação passava por um simples abraço ou um avermelhado sorriso.

No tempo em que, e apesar destas horas bem curtidas, ainda conseguíamos ter cabeça para os livros e para “marrar” para o teste do dia seguinte. Em que se tiravam as dúvidas em grupo, nos intervalos de 10 minutos ou então no intervalo maior de 20 minutos.

No tempo em que as aulas eram de 50 minutos e em que eram poucas as disciplinas que tinham dois tempos seguidos (sem nunca esquecer o intervalo de 10 minutos entre os respectivos tempos, claro!)

No tempo em que levávamos uma “sandes” como lanche que comíamos no intervalo maior, nas traseiras do bloco depois de termos perguntado a todos se alguém queria (e por vezes ficando apenas com metade da respectiva, daí que alguns colegas desse tempo adoptassem métodos para que ninguém quisesse tal “oferta”).

No tempo em que as festas de final de período escolar eram na sala de convívio, normalmente junto da secretaria e da papelaria.

No tempo em que as raparigas se perguntavam: o que haveria de tão interessante numa bola para que aquela rapaziada toda passasse o tempo dos intervalos a correr atrás de tal artefacto?

No tempo em que os namoros começavam, grande parte, uns diazinhos antes das férias de verão (devia ser dos ares quentes! É que naquela altura até o verão parecia mais quente) para mais tarde recordar…

Tchiiii… como isto já vai longo!

Admiráveis “trabalhos de grupo”

Magníficos anos 80… sem dúvida!


(sei que todas gerações têm os seus encantos, mas os anos 80 foram os meus e é deles que recordo)

11/09/06

Sabe Bem



Ouvir alguém dizer-nos:

“-Estás com óptimo aspecto!”

Sabe bem, sim

É sinal que, por alguns instantes, não só me olharam como me viram e que não me enviaram um tão mecanizado:

“-Olá! Tudo bem?”

Sabe mesmo muito bem saber que não passamos pela vida dos nossos amigos de raspão…

08/09/06

Fabulástico!!!



É só o que tenho no pensamento

Fiquei sem palavras!

06/09/06

Et Voilá!

A quem me queira conhecer, amanhã, estarei no pavilhão atlântico!

Não, não! Não virei ruiva!

Também não! Não vou subir ao palco!

Irei estar no mei do "maralhal", em pé e a curtir o som dos Simply Red

Que assim é que se assiste a um concerto!

Só uma vez é que caí no erro de assistir, a um, em lugar sentado. Que tédio!

Razão p'ra dizer que: em pé é que se está bem!!!

Beijokas pessoal e apareçam se puderem!


(um agradecimento especial á RFM pelos bilhetes! Depois de eu ter participado num passatempo, claro!)

04/09/06

Olá! OLá!


De volta á "lide" diária aqui ficam as fotos prometidas:


Paris continua linda quer de dia quer de noite









A Disney é mesmo um sonho






A menina é um encanto



Os anfitriões são uma simpatia




Dá vontade de dizer "- A très bientot!!"



E só para que não pensem que férias fora de casa ficam caríssimas. Para quem abdicar do avião e se deslocar no próprio veículo, bem como de hoteis e se "contentar" com um bungalow num parque bem pertinho do destino, aqui fica a informação que pela modica quantia de 1.500,00€ (mil e quinhentos euros) quatro pessoas podem disfrutar de todo este encanto num total de uma semana, mais os dias de ida e volta de pópó! (ahhhh!!! e o meu "usadinho" fez os 177.000 Km, sempre tão bem comportadinho como já vem sendo habitual)

Beijokas que agora tenho de me "atirar" á papelada!

Boa semana de trabalho!

01/09/06

Bonjour Pessoal!!!

e eis que estou de volta! (com montanhas de papelada em cima da secretária, claro!)

A "dona" continua magnífica e muito bem conservada para a idade:



O maravilhoso mundo Disney é mesmo um encanto

As ruas continuam com o mesmo cheiro (o Metro cheirava assim tão mal?!)

Na "Rue de Longchamps" resiste ao tempo o edifício da escola primária (a "minha")

O carrinho muito usado lá fez mais 1800 Km x 2 e já lá marcam 176 000! iupppiiii!!! Sempre em forma!

E a Rocha continua com águas calmas, quentes e cristalinas

Agora, de volta á labuta, qu'é sexta-feira!

Tchiiii!!! Vou andando p'ra fim-de-semana! (mais logo claro!)

As fotos terão de ficar p'rá semana! (ainda ficara restícios franceses)

Beijokas a todos e um óptimo fim-de-semana!