
22/02/06
21/02/06
Sim

Crescemos todos os dias e não me refiro ao crescimento físico, que esse já muitos de nós deixaram há muitos anos. Refiro-me sim ao emocional, á mente.
Falar sem mágoa, sem intenção de magoar quem amamos (e entenda-se que também amamos os amigos) é uma das grandes lições de vida.
Nos meus genes estão presentes os acessos de mau humor e mau génio, não os aceitei e não me contentei em tê-los como justificativo, ou qualquer modo de justificação, das minhas acções.
Acredito que só com bons pensamentos colhemos bons frutos.
É claro que não me devem pisar os calos, como toda e qualquer boa gente, também me dóiem e aí… não há boas intenções que valham!
Ultimamente tenho recebido vários elogios
Já nada me fazem ao ego, mas elevam-me a mente! Mostram-me que estou no bom caminho!
O mestre de Tai Chi deu-me os parabéns quando fiquei isolada no lado em que deveria estar quem não se considerasse “bafejado” pela doença mais moderna e endémica de sempre, o stress.
Tenho crescido sim
Cada dia que passa sinto que sou uma sortuda.
Principalmente porque sinto que cresço emocionalmente e que não devo parar de o fazer.
Ser e querer ser feliz, também é uma atitude.
É a atitude de quem o quer realmente ser e não aceita barreira nenhuma como impossível de transpor.
Ocupo um posto de trabalho que nos últimos três anos tem visto gente e mais gente a desistir dele. Tenho ouvido opiniões, sugestões, de como a entidade patronal tem contribuído para tais desistências. Admito que há níveis de exigência aos quais a maior parte das pessoas não está habituada. Ainda hoje me orgulhei de não desistir de procurar por uns “papéis” que tinha entregue ao “boss” e que o mesmo me afirmava, extremamente convicto, que não estavam no escritório dele.
Os cerca de 10 meses de convívio ajudam-me a perceber que não adianta aceitar um
“– Pode procurar mas não estão aqui!”
Nem tão pouco chatear-me e pensar que algo me escapou e não sei dos papéis.
A experiência tem-me mostrado que afinal, os tais papéis, estão numa das muitas resmas que o “boss” tem em seu escritório, espalhadas pela secretária ou pelos móveis que o compõem.
Não desisti e perguntei, com um sorriso nos lábios (e melhor, porque sem qualquer ressentimento no peito):
“- Posso procurar?”
Não só não foi preciso procurar muito, como ainda obtive (e obtenho com frequência) um olhar sorridente, com cheiro a desculpe, por parte do “desculpado”.
De que me adiantaria chatear, ou tomar tal acto como prejudicativo para o meu desempenho profissional?
Este foi apenas um exemplo, que entraves todos os temos, a decisão passa por não os considerarmos problemas e muito menos de impossível resolução.
A vida tem-me colocado algumas pedras no sapato. Tenho-as retirado para que a caminhada nãos seja tão dolorosa e peço para que as vá conseguindo retirar sempre.
E deixo aqui o lema de Dalai Lama que me foi relembrado aquando dos parabéns que me foram dados:
“Só o amor dá sentido a vida!”
E sim vou crescendo e cada dia que passa e não me esqueço que amo viver!
Porque ser feliz também depende de nós (e nem sempre vi essa felicidade… e nem sempre a amei…)
Cabe a cada um de nós dar um sentido á nossa vida!
Não quero que entendam este post como qualquer discurso moralista ou visão optimista. Neste mundo dos blogs, fico extremamente triste com as tantas desistências que vejo, praticamente, todos os dias e principalmente as costas que se viram á felicidade.
Eu não desisti, apenas tirei uns dias de “férias”. O emocional está bem, Obrigada! E um grande bem haja a todos quantos se preocuparam!
16/02/06
Parar
PararParar
Desligar
Deter
Descansar
Descansar
Descansar
No calor de teus braços
Aceitando carícias retemperantes
Ternuras arrepiantes
E fechar os olhos
Fechar
Cerrar
Cerrar
Cerrar
Voar por entre teus abraços
Recebendo beijos provocantes
Em corpos deslizantes
E abandonar-me
Abandonar-me
Abandonar-me
E receber
Agora mais que dar
Receber
Receber
Receber
Cada mimo que me deres
Enriquecendo com cada gesto puro e simples
A alma cansada que se avista
O corpo frágil que te pede
Abraça-me
Abraça-me
Abraça-me
Parar…
15/02/06
Dói
"... e eu sinto-me perdida , sozinha e sem saber o que fazer, o pior é que tudo isto me tá a criar uma grande ansiedade e eu fico completamente desesperada. Desculpa estar a desabafar contigo, mas provalvelmente é uma maneira de desabafar com alguem que tambem é mae e perceba tudo isto, eu tenho muito medo que isto venha a por o meu casamento em causa porque eu não consigo entender a recusa do meu marido em enfrentar o problema. Um beijo e obrigada por tudo..."
e depois disto o que te posso dizer mais?
Que o problema está quando o pai não quer ver que o filho precisa de ajuda?
Sinceramente só me apetece disparatar
Nem vou dizer mais nada neste momento em relação a um pai que não aceita a dislexia do filho como uma dificuldade...
Só te digo que tens todo o meu apoio e que sinto, aqui tão perto, essa tua dor... e como ela dói
14/02/06
Hoje
Não me agrada esta ideia de namoro ou qualquer tipo de amor
Há por aí muita pessoa a perguntar-se o que vai comprar para oferecer á cara metade... como se o que tivessemos de melhor para dar se pudesse comprar!
E esquecemo-nos, facilmente, que a maior parte das vezes, o que o outro quer, é uma simples acção, um gesto, um mimo, capaz de provocar uma reacção fantástica...
Lá venho eu com o meu feitio de merda
Mas a minha maninha enviou-me um e-mail, bem sugestivo, de como fazer uma mulher ficar, horas a fio, na cozinha...
E aí eu não resisti em partilhá-lo com as minhas amigas e os meus amigos
Se vos falta ideias
Aqui vai uma bem idiota mas que resulta! Óh se resuuuuuuuulta!!!!

13/02/06
Insaciada

Quantos abraços precisarei eu para me saciar de teus braços?
E quantos beijos minha boca te pedirá sem que da tua se farte?
Quantas carícias meu corpo continuará a querer de teus dedos?
E quantos olhares virão antes que meus olhos se cansem dos teus?
Quantas vezes continuarei a olhar para a lua?
E por quanto tempo irei desejar que o sol me aqueça?
Durante quanto tempo irei querer agarrar o tempo?
Por quanto?
Até quando?
Serás tu o mar em que me banho
O pico mais alto onde respiro fundo
O areal que me aquece
O rio que me arrefece
A brisa que me areja a alma...
Continuo a querer-te
Mais que ontem
Menos que amanhã
11/02/06
Prend La

Un vent chaud qui me tend les bras
Des mots, tendre, qu’il me dit tout bas
Une chaleur qui me couvre le corps
Et caresse mon âme et mon cœur
Une brise douce qui m’annonce
Que je ne fuis pas, je fonce
J’ais un rêve et je le vois
Je veux le rêver avec toi
Tes mains en moi
Tout ton corps que je bois
Je m’alimente de ton regard
Même étant à ton égard
Alors prend moi et fui
Sans toi que suis-je ?
Une âme perdue dans le temps
Prend la, caresse la et garde la bien longtemps…
10/02/06
Jantar Romântico

Há, por vezes, a ideia errada que um jantar romântico é um “acontecimento” que os meninos elaboram para as suas meninas (ou pagam, para os menos hábeis). É claro que com a aproximação do dia que adoptaram como sendo oficial namorar, começo a pensar o que será mesmo, pelo menos para mim, a ideia de um jantar romântico.
Perguntei a uma amigo e ele respondeu: Tenda, sacos cama, velas perfumadas, frutas etc…
Hummmmm…. Não me pareceu má ideia! Ainda assim não é de todo o que eu tinha pensado visto que o "tal" dia é em dia chamado útil (como se os outros fossem inúteis) e que em pleno mês de Fevereiro o calor ainda vem longe...
Ora bem
Um jantar romântico não tem de ser passado á mesa, sentadinhos, frente a copos de pé alto, cheios de vinho aromático, com algumas velas a iluminar os rostos que vão soltando olhares esfomeados enquanto, para os mais atrevidos, os pés começam a encetar uma dança divinal no corpo que se encontra bem á sua frente…
Não tem não!!!
Bem! Eu gosto muito, mesmo muito! Que o homem cozinhe para mim.
Tchiiiiii mas ele nem sabe cozinhar (diz que não sabe) e eu até adoro fazê-lo, então pensei no que seria, para mim, um jantar romântico.
Também não será ele a fazer os magníficos e suculentos camarões tigre, grelhados, com molho de manteiga, limão e alho (ai como eu gosto que ele m’os faça!!!).
Embora já me cresça água na boca… não será não!
Há ainda mais romântico, pelo menos a meu ver!
Acontece-me, por vezes, eu estar a cozinhar e ir comendo daqui, tirando um pedaço dali, outro d’acolá e lá vem o maridão fazer o mesmo com a desculpa de provar para ver se é tão bom quanto o cheiro…
Então?
A ementa até nem terá grande importância desde que seja confeccionada a dois.
E já nos imagino, frente ao fogão, eu adoro cogumelos e ele já os aprecia tanto quanto eu, podemos saltear uns quantos.
Na bancada estão os copos, também de pé alto, invadidos por um vinho bem perfumado que nos aquecerá os corpos para podermos desfrutar da pedra de granito…
Continuam a saltear os cogumelos, juntaste alguns pedaços de bacon… falta um que guardaste entre os dentes e mo ofereces acompanhado do copo que me entregas suavemente…
As bocas que partilham os sabores
Os corpos de pé que não resistem ao toque…
Os lábios quentes que tentam arrefecer-se…
Tapaste-me os olhos
Sentaste-me na bancada
Hummmmm… a pedra está fria
Consigo aperceber-me que ainda juntas mais alguns ingredientes
O vidro que me toca nos lábios, saboreio o vinho ao mesmo tempo que encostas o teu corpo ao meu, que a tua mão me toca na boca para abrir caminho ao repasto
Camarão? Envolto num aveludado molho? Doce sem ser intenso…. Ahhh natas!!!
Ai como eu gosto de gambas com cogumelos e natas (o bacon era mesmo só para disfarçar, já vi! Mas combina muito bem)
Sinto o metal junto dos lábios e dizes-me:
- Não te preocupes que se escorrer eu lambo…
E começas a alimentar-me… a tentar saciar a minha fome…
Afastas-me as pernas para que te possas “encaixar” melhor a meu peito, ou será mais abaixo?
Agora consigo responder ao porquê da bancada estar tão vazia…
Sinto o sabor dos alimentos á medida que os trinco, a combinação é soberba… completamente bem sucedida (para quem diz não saber cozinhar…)
- Já posso tirar a venda? – Pergunto
- Não! Eu dou-te o jantar e tu dás-me a sobremesa…
Óh pessoal!!!! Mas estão aí a salivar p’ra quê? Á espera que o trabalho se faça sozinho? Vamos lá trabalhar então!!!! (e digam lá se esta ideia não é romântica?)
09/02/06
Não Serei Só Eu

Bolas!
Dou comigo a pensar se serei realmente só eu quem precisa de mimos diários
Que tem necessidade, uma necessidade imensa, enorme, insaciante, de que me façam correr, escalar, trilhar ou sei lá mais o quê mas que á chegada o prazer da descoberta seja arrebatador e me deixe boquiaberta… que me faça sentir que valeu a pena e que, afinal, ainda tenho fôlego para mais e mais…
Serei só eu?
Que precisa que recebam a minha entrega como total e com todo o valor que lhe presto. Quem não precisa de retribuições senão apenas um sorriso, um olhar, de apreço pelo que dou…
Serei só eu?
Que aprecia a imagem que o espelho reflecte. Sem narcisismos, nada de convencimentos ou antipatias, como chego a ser catalogada. Que tem gosto em ser o que é, que se alegra de pensar como pensa mas que busca sempre, sempre, como se nada soubesse ou tentasse apenas fundamentar as suas ideias…
Serei só eu?
Que chora quando ri ou ri quando chora…
Que lê a alegria num olhar ou a tristeza numa face que fica por levantar
Serei só eu?
Que preza tanto uma amizade, mas tanto, que se dá por completo, até á alma, sem querer nada em troca…
Serei só eu?
Que se alegra com a visão do brotar de uma flor mas que se entristece se alguém quebrar esse ciclo com a sua apanha…
Bolas
Tantas tantas coisas
Sempre viradas para o que não se compra, o que não é palpável, o que não se quantifica ou qualifica, por ser único, por ser tão imenso o mar de sentimentos…
Que deseja tudo e tudo, sempre e sempre, sem direitos reclamados, senão os básicos do seu ser… um beijo… uma carícia… um olhar… são presentes que recebe como quem sobe ao primeiro lugar do podium e vibra com a medalha de ouro… e que se sensibiliza ao ouvir o Hino…
Serei só eu?
Quem não pensa na compra de prendas para os filhos mas que não passa um dia sem lhes dar um beijo e um abraço apertado…
Serei só eu?
Que a única necessidade que tem é a de ser surpreendido todos os dias com um beijo mais provocante, um abraço mais arrebatador, um gesto pelo qual sinta que vale a pena esperar só pelo prazer do momento da descoberta…
Serei só eu?
Quem não precisa de respostas verbais, dedicando-se ás sensoriais, tendo percepção que de respostas irá ter várias escolhas mas que a única certeira é a que fala ao coração…
Não serei só eu!!!
08/02/06
07/02/06
Vontades

Hoje, mais que nunca ou que sempre, não tenho vontade nenhuma de escrever
A vontade que tenho é enorme e é a de guardar os meus pensamentos, que são imensos
Não quero deixar de escrever nem tão pouco fechar o blog. São vontades que se apoderam de mim e que não tenciono contrariar.
Quem sente, ou alguma vez sentiu, a vontade enorme de seguir estrada sabe do que falo. Há dias em que não me apetece mais nada, senão uns braços que não tenho, uns olhos que não vejo, uma boca que não beijo…
Porque hoje as emoções estão á flor da pele… por nada em especial, ou por tudo em particular… vou guardá-las comigo…
03/02/06
Relação Especial

A terra está escura e húmida
Do negro castanho, brotam os verdes contrastantes de vários tons
Nestes dias, é incrível sentir a natureza em plena civilização
No horizonte, em primeira linha, os telhados… de um lado, a torre da igreja… á minha volta, as serras… a minha serra…
Ela não se importe que eu me apodere dela
Temos uma relação especial
Ela sabe bem como me fazer esboçar um sorriso… ou ainda, pôr-me uma lágrima a rolar pela face…
E a simples rotina contabilística faz com que todos os dias, ou tardes, seja um prazer poder admirar tal espectáculo…
Sorver o aroma com que perfumas a vila
Admirar a perfeição com que embelezas o meio urbano
Fecho os olhos, inspiro bem fundo e recebo tudo o que me dás…
A ti sim, que te cuidem e preservem por muitos e longos anos
Que te saibam dar valor enquanto existes
Que te saibam ver e não simplesmente olhar
Que te consigam perceber e não apenas ouvir
Que te amem e não te queiram somente...
02/02/06
Dor de Prazer
Quando te calasE gritas com o olhar o que teu corpo mais deseja
A intensidade que dele sai
É o que me fica quando não estás a meu lado
E o admirável poder da mente
Volta a arrepiar-me
Voltam os teus dedos a acariciar-me
Os teus lábios a beijar-me
A tua boca a explorar-me
A tua língua a deslizar em meu pescoço
As tuas mãos a examinar-me
Os teus braços a abraçar-me
E todo o meu corpo se delicia com tal poder
Tal deleite dos sentidos
Porque quando não estás
Continua a estar a enorme vontade de te ter
De te abraçar
Apertar
Enlaçar
Acarinhar
Mimar
Afagar
Acariciar
Beijar e simplesmente te tocar…
Quando não estás
Dói o prazer de tanto te querer…

