
Há quem, por se preocupar comigo e me querer bem, me avise que me exponho demasiado. Que é bom para quem gosta de me ler mas que pode ser mau no caso de não gostarem…
Tempos houve em que não olhava para a felicidade que tinha porque nem sempre fui feliz. Há quem teime em se agarrar aos momentos infelizes e deixar correr o presente até se transformar em passado e vai sobrevivendo assim. Eu também passei por essa fase até me aperceber que o tempo não nos dá segundas oportunidades: ou agarramos na felicidade e nos sentimos realmente felizes ou passamos os nossos melhores anos de vida a ver e rever os maus momentos.
É claro que temo por mostrar a minha felicidade.
Mas também sei que contra boas energias pouco podem. Que só me farão seguir por caminhos que eu queira percorrer.
Reconheço que há muita gente com graves problemas. Muito tristes até e eu deixo-me entristecer por eles, consigo sentir a dor nas palavras e há demasiados blog’s que á dor fazem referência porque é na dor que os seus autores vivem.
Mas também acredito que quem se sente feliz o deve mostrar. Quando estamos infelizes fazemos questão que todos saibam então porque havemos ter medo de mostrar a nossa felicidade?
Continuo a ter medo de feliz, ou pelo menos que ela possa ser quebrada a qualquer momento…
Mas não vai ser por isso que vou deixar de me sentir em tal estado.
Também eu, há alguns anos atrás, fui atingida por uma das modernas doenças. Também eu pensei que a depressão só dependia de muita força de vontade. Também eu julgava que só andava deprimido quem realmente não era forte e todos estes pensamentos só me prejudicaram. Reconheço que não sou tão forte como gostaria de ser. Também sei que passo uma imagem de fortaleza, quando não o sou. Que choro com um mínimo detalhe, que me alegro com um simples olhar.
Sei que tenho “nódoas” (como disse a um amigo). Tempos houve em que as quis eliminar. Agora já aprendi a viver com elas e até já as vejo mais esbatidas.
De qualquer modo, continuo com a séria convicção que, se os outros gostam de partilhar as nossas mágoas mais gostarão, ainda, de saborear as nossas felicidades.
E mais uma partilha:
Estiquem-se no chão (se for na relva tanto melhor), braços ao longo da cabeça e deixem-se rebolar. Primeiro para a direita e depois para a esquerda. Façam-no de olhos fechados…
E sintam-se felizes!!! (sem medos)
(Porque as viagens mais penosas não são as mais longas mas sim aquelas em que não temos companhia agradável!)
7 comentários:
A felicidade é um estado de alma-costumo dizer isto muitas vezes, portanto a mesma depende de muitos factores, mas nós podemos influenciar os nossos estados de alma.No entanto na sociedade actual em que se pretende atingir uma determinada imagem supostamente boa mas que é antinatural cada vez é mais dificil ser feliz com pequenas coisas que realmente contam.Olha, faz favor de ser feliz, e este comentario estámesmo uma nódoa :-))
São apenas momentos, em que existo e me procuro , porque maior é o tempo em que me sinto perdido e sem vontade...mas existo para mim, para ti...
Amanda, não podemos viver a vida dos outros, já chega a nossa, e muitas vezes um sorriso daqueles que não nos conhecem, não sabem quem somos, mas que partilham os mesmos momentos que nós, sabe bem. Como disseste no post da Raquel “Saboreia” eu acrescento SABOREIA A VIDA, ela é muito rápida. Continua a dar-nos aqueles post de paixão que ao ler só dá vontade de beijar o monitor. 1 abraço ernestopires@netcabo.pt
beijo.
Este artigo está muito bonito!
Ora viva outra vez Cara Amanda... Sabe, se há coisa que me faz imensa confusão, são precisamente os blogs escritos baseados nos problemas, ou às vezes falta deles, dos seus autores. Por outro lado, também me incomodam aqueles blogs radiantes de felicidade. Sou pelo meio termo, pois penso que devemos ser mais low-profile, ou como diz um sábio amigo meu, infodiveis, embora a palavra nem exista. Isto porque, é bem verdade que a inveja teima em vir ao de cima por quem nos lê mas isso só acontece quando nos pomos a jeito. Não sou apologista da exposição dos estados de espirito, sou até bastante recatado em expôr as minhas emoções. Não condeno quem o faça, mas aconselho a serem mais contidos. Além disso, a vida pessoal de cada um deve singir-se ao próprio, se bem que há mais gente a expor as suas desgraças do que a fazer o mesmo com a sua felicidade. E bem vistas as coias, sempre dá mais audiência. Cara Amanda, gosto da sua postura e nunca me ocorre se está bem ou está mal, e ainda bem. Um abraço... SHAKERMAKER
deixas-me encantada e autotisma é precisa sim e muita
belo texto, parabéns
beijinhos
Enviar um comentário