02/03/06

E sinto-te tão perto de mim



Tão junto do meu ouvido

Quando o vento me solta os cabelos

São teus dedos que nele deslizam

E arrepia-me a tua respiração bem junto do meu pescoço

Quando me inspiras e me sorves até á alma

Quando os teus braços me envolvem a cintura

Mostram-me o quanto me desejas, o tanto que me queres

E falam tuas mãos quando as bocas se ocupam em outros voos

E fala tua boca sem que pronuncies um só vocábulo



E sinto-te tão perto de mim

Sinto o teu olhar sobre mim

Num sorriso quase sério

Contemplas-me com teus olhos

Que pousam onde teus dedos repousarão mais tarde

Onde o mar se faz revolto

Onde o compasso se faz galope

E a batida se acelera em um só pensamento



E sinto-te tão perto de mim

No cheiro que se faz sentir pela manhã

Em brisa suave de ti

Que não só me desperta mas faz-me vibrar

E sentir-te, a pulsar, bem junto de mim…

1 comentário:

Anónimo disse...

E esta forma sempre original de manifestar a força dos teus sentimentos, sempre renovada e nunca repetida, embora descreva na perfeição alguns dos mais belos momentos da existência...