28/03/07

O Efeito Inverso




Quanto a vocês não sei, mas a mim dá-me um verdadeiro formigueiro, projectado por todos os milhares de poros, quando alguém teima em dizer que não consegue aprender ou não consegue fazer e provoca-me assim, o que eu chamo de: efeito inverso. Não consigo ter pena não, antes pelo contrário só me apetece puxar-lhes as orelhas e mostrar-lhes que somos todos iguais e que todos temos as mesmas características físicas e se alguma diferença há… está tão simplesmente no esforço e vontade em conseguir superar-se…

Irra!!! Que formigueiro!!!


Domingo estarei em Telheiras (Sim! Sim! Á hora do nosso Benfica!) a participar num espectáculo de dança (para saber mais: aqui ou aqui)


Atenção: a “menina” Renata é profissional eu apenas amadora e sim o "tempo" melhorou!


27/03/07

Sem Palavras...




Muitas vezes pergunto-me o porquê da minha necessidade de palavras.

Sejam elas escritas ou verbalizadas, a necessidade que sinto delas é uma das maiores que tenho.

E porque hoje é um daqueles dias de “pólvora” em que qualquer faísca, por mais ínfima que possa parecer, será o suficiente para me fazer explodir, nem me vou alargar muito mais.

Basta dizer que tenho necessidade das tuas palavras…

Aguardo pela reacção… esperando que não seja a ausência de acção…


Amo-te…


22/03/07

Utópica...?




Por vezes chamam-me utópica e já tenho ouvido este termo tantas vezes, a qualificar-me, que dou comigo a pensar.

Detesto hipocrisias, falsidades, cinismos e jamais irei dizer que alguns eurozitos ou a minha moradia, singela mas adorável, não me fazem falta. Faço muito mais, desta curta viagem, do que escravizar-me para poder ter algo muito mais palpável. É claro que cheguei a um nível em que me sinto “amparada” (e sempre á custa do meu esforço e do meu maior cúmplice) mas não é do palpável que quero falar até porque isso não nos traz qualquer ideia utópica.

Eu ainda gostava de descobrir a verdadeira origem dos pronomes possessivos que qualificam toda e qualquer palavra relacionada com matéria palpável:

O MEU carro…? A MINHA casa…?

Pior ainda: O MEU namorado…? A MINHA namorada…? (ok agora usa-se: dama) O MEU marido…? A MINHA mulher…? (se preferirem: esposa)

Não consigo entender o porquê destas afirmações, ditas correctas, porque a meu ver, ou entender, estão completamente erradas.

Se alguma coisa temos, se algo possuímos, não estará de todo no mundo físico. Ora vejamos:

A MINHA casa…? Não será ela a minha última morada.

O MEU carro…? Num futuro mais próximo terei outro (lá estou eu nos possessivos: CONDUZIREI outro)

O MEU namorado…? O MEU marido…? (o mesmo se aplica ás namoradas e mulheres – esposas). Que me perdoem os pedagogos, mas nada está mais errado do que esta afirmação (bem… assim a pensar até descubro coisas muito erradas só não sei se mais ou se menos) altero para: que afirmação tão errada (ou será errónea?)

E eu, que tenho um relacionamento de cerca de 2 décadas, consigo perceber que a pessoa que partilha comigo esse mesmo caminho NÃO É MEU…. Assim como ele entende que NÃO SOU DELE… estaremos lado a lado, caminharemos pela mesma estrada, subiremos as mesmas montanhas, mas sempre porque existe algo que, sendo verdadeiramente nosso, nos faz querer estar junto do outro. Porque o que mais feliz nos faz não se compra… está “dentro” de nós e dá-se sem limitações, sem restrições.

E se algo há que eu posso dizer, sem qualquer receio, que é meu está no universo sensorial.

Algo que poderíamos entender como egoísta porque, por mais palavras ou expressões que consigamos usar, nunca conseguiremos transmitir (ou dar a entender) o verdadeiro e real parecer do que sentimos.

Ainda que tudo o que dizem ser MEU (a casa, o carro, o marido… tchiii qu’isto mais parece uma letra de canção pimba) deixe de o ser (e se deixou de o ser é porque realmente nunca o foi) ficará sempre, sempre, o que considero o nosso verdadeiro tesouro: as sensações, as vivências, as lembranças…

E muitas vezes penso que estou no filme errado (o tal mundo ao contrário) em que muitos de nós apenas se limitam a olhar para o próprio umbigo. Em que ainda se ouvem afirmações como.”A MINHA namorada fazer isso? Ai dela!!!” ou algo do género. Em que estaremos a pensar quando afirmamos tal coisa?

E porque alguém já mo disse, e acho magnífico, a melhor forma de TER alguém é tendo a noção de que não a POSSUÍMOS.

E sim, a mais bela flor não é a que está, cuidadosamente, exposta num recipiente vistoso mas sim a que dificilmente enxergamos no meio da natureza… aquela que não ousamos retirar, apanhar, e apenas fica a imagem perpetuada na nossa mente porque é que fica o que é, verdadeiramente, NOSSO





12/03/07

O Mundo ao Contrário




Por vezes não sei mesmo se sei o que penso ou se penso que sei. Apenas me resta a ideia de que este mundo está mesmo ao contrário.

Ou serei mesmo eu que ando de pernas para o ar?



05/03/07

Potência?




Ouvi, no outro dia, alguém dizer que andava “a 200 á hora”. É claro que se estava a referir ao ritmo frenético do dia-a-dia pois circular, na estrada, a 200Km horários já não é novidade para ninguém.

Foi afirmação que me deixou que pensar. 200 á hora é para quem vê o mundo a 100 á hora e eu passo a explicar porquê.

Tenho a mania, de entre muitas, de viver intensamente (sei que os meus amigos já o sabem) e como tal os tais 200 á hora seriam pouco para os meus cavalos. E, sabendo que a velocidade depende, também, desse factor creio que algumas pessoas de tão elevadamente a atingirem já não andam, já não correm, mas voam.

Não fosse eu uma amante acérrima das pistas de alcatrão e até me rendia aos maravilhosos poderes dos aparelhos a jacto.

Sendo assim, continuo atenta aos sinais, ás regras, aos utentes da via mas continua a saber tão bem desfrutar destes cavalos e andar a 300 á hora (p’ra começar!)

É caso para pensar: e se eu fosse um veículo automóvel de alta potência, quantos cavalos é que teria?