27/02/07

O Tamanho Conta?!




Fartei-me de rir quando oiço o meu pequeno guerreiro a discutir com a fita métrica

“Esta agoooora!!!! Eu já media quase um metro e quarenta!!! Esta agoooora!!!”e depois de lhe perguntar quanto acusava a fita métrica, oiço:“ Um metro e trinta e nove!!!”

E com um enorme esforço para não me rir sossego-o “mas isso é quase um metro e quarenta filhote”

“Não, não! Quase é um metro e trinta e nove e meio, como eu media!”

E lá foi continuando nas medições… de frente… de lado… para chegar á conclusão que até tinha o metro e trinta e nove e meio

“E agora vou esticar a fita até aos três metros!” opsss, pensei, para quê? “Só para ter uma noção, mãe!”

E não contive mais o riso que teimou em saltar

Eheheh!!!

Decididamente, aos 10 anos, o tamanho conta. Nem que seja por uns meros 5 milimetros!!!


13/02/07

Não Quero Ser Especial




Quero apenas que os olhos que me vêem sejam especiais... esses sim...



09/02/07

Enfeitiçada




Desfiz-me na espuma das tuas carícias
Em cada salpicar dos beijos teus

Quando mergulhaste no ondular do meu corpo
Buscando cada tesouro meu

Fizeste de mim a tua maré
Revoltando qualquer vaga

Fui sal no teu mar
Ritmo no teu marejar
Onda viva

Sol poente
Reluzente

Até virar lua cheia
Enfeitiçada…


01/02/07

Viver, Ver e Sobreviver



Se jamais seria capaz de sobreviver sem sentidos, incluindo o sexto, de igual modo consiguiria viver sem sentimentos.

E todos os dias recordo que jamais seria capaz de sorrir sem que um amigo assistisse a esse mesmo estado. Todos os dias lembro, como que um acto de reflexo, quando avisto a paisagem que a natureza me disponibiliza que sou feliz porque amo. Sim ser amado também conta, mas aqui não se fala em tamanho.

Há sentimentos que me fazem vibrar qualquer órgão sensorial.

A amizade não só me faz rir como também chorar. E penso que não será mais do que o amor sem a faculdade de nos fazer voar… sim, penso que a amizade é igualmente bela, igualmente importante, igualmente inqualificável, igualmente sentida mas sem o estado de graça a que nos eleva o amor…

O amor é o mais puro dos sentimentos.
É o que nos faz ver com os olhos da alma.
Falar com a voz do coração.
Elevar, voar, pairar em pleno embriaguez numa euforia de sentidos

Quando falo de amor não me refiro apenas a amor sexual (pelo marido/esposa, namorado/a, companheiro/a) mas sim aplicável a tudo quanto existe á face da terra.

E descobrimos que temos um coração do tamanho do universo, ou maior ainda. Descobrimos que todo este sentimento não nos cabe no peito. Que por mais que tentamos descreve-lo jamais o conseguiremos fazer…

Porque os sentimentos genuínos não se descrevem nem nos mais belos vocábulos apenas se conseguem comparar ás mais hilariantes paisagens…

E há-os para todos os tipos, todos os géneros, todas as formas, todos os gostos… tudo é válido no amor e nada é reprovável nem mesmo o sexo, que muitas vezes é chamado de amor.

O sexo, nos casais que se querem e se desejam, é a forma em que o amor assume a sua maior cumplicidade.

Vale tudo em nome do amor e queremos, no mínimo, tudo! E mais!

Mais do que tudo o que algum dia imaginámos

Mais do que tudo o que havíamos fantasiado

Mais do que tudo o que sempre sonhámos

E fico sempre triste quando o sexo é conotado com sendo um acto fútil, pecaminoso…

Como pode um acto tão belo, criado pela natureza que é tida como perfeita, ser tantas vezes evocado de feio, de pecado, de indecente, de nojento até

Não consigo perceber (devo de andar loira com tanta falta de entendimento – que me perdoem as loiras!) como podemos, numa civilização dita avançada, instruída, inteligente até, pensar que o sexo é outra coisa senão um acto natural de cumplicidade do maior sentimento jamais existente?

Por mais que tente não consigo perceber…

Como podemos pensar apenas em sexo como um acto de reprodução para a continuidade da espécie? E pensar que a natureza assim o quis? Consigo pensar que se a natureza assim o quisesse teria “arranjado” um método para só procriarmos quando as mulheres estivessem na fase fértil e assim não foi (e ainda bem!)

Pois é, numa sociedade dita moderna ainda nos faltam muitos patamares para atingirmos a sublime arte de poder ver o amor sem ser apenas avistá-lo…

E é aí que também reside a diferença entre viver e sobreviver… em nos querermos soltar das amarras que nos colocaram...

E sim! Sinto-me viva!