Na impossibilidade de partilhar, convosco, estas
doces
saborosas
e sumarentas
Uvas
Deixo-vos uma mão cheia
de frutos dos bosques (e que bosque que estes frutos me fazem lembrar!) para que me digam a melhor forma de os dividir...
Já repararam que há mais luz no ar?!
Sorriam!
28/04/06
Óptimo Fim-de-Semana!!!
27/04/06
Réstia

Já não tinha ilusões, perdera-as junto dos muitos sofrimentos com que a vida a presenteara. Tinha sonhos, mais realista pensava. Como se o sonho não tivesse uma réstia de ilusão. Por vezes até preferia pensar que só tinha desejos e que dependiam totalmente do seu querer o facto de os concretizar. É que o desejo é algo mais físico, assim o considerara para que a ilusão fosse, mais uma vez, posta de lado.
Assunto arrumado: não restavam ilusões!
Mantinha a esperança de ver, um dia, um mundo melhor. A esperança, não a ilusão, porque já não tinha ilusões.
Confiava no juízo dos homens, cada vez mais loucos, para que fugissem á tão anunciada e inevitável catástrofe humana. Idealizava um futuro auspicioso tentando manter afastados os pensamentos terríveis do caos que se fazia sentir cada vez mais próximo. Ideais, não ilusões, porque já não tinha ilusões.
Queria não sentir medo. Sim tinha medo que receio é coisa de homem. Os homens não têm medo. Não sentem medo. Apenas falam em receios, dúvidas, incertezas. Essas duas últimas também as tinha. Tinha tantas dúvidas quanto incertezas. Estudara pensamentos filosóficos com fundamentos desadequadas á sua realidade. Conseguira integrar-se em suas ideias e deixara umas quantas dúvidas, que as assaltavam em pleno estudo, por esclarecer.
Bem… pensando melhor… receava! Talvez medo não fosse palavra adequada. Assim como ilusão não o era, com toda a certeza, para a esperança que continuava a manter.
Acreditava nas gerações mais novas. Na sabedoria em aproveitar, integralmente, toda e qualquer inteligência. Já que a dela não o soubera fazer. Tanta inteligência e acabariam por se afundar na sede que tinham em demonstrações da mesma. Nunca entenderam, na totalidade, que não bastava ter sabedoria mas sim usá-la e usá-la convenientemente para o bem de tudo e de todos. Acreditava mas já não tinha ilusões.
Continuava a viver acrescentando vida aos seus dias.
Acreditando
Confiando
Tendo esperança, sonhos, desejos
Mas nada mais
Até porque... já não restavam ilusões...
26/04/06
20/04/06
Por Vezes

Perdida em teus mares
Esperando que a maré me faça alcançar a costa
Por vezes
Saboreando o sal da tua pele
Estimulando os sentidos nos raios quentes que teus braços me oferecem
Por vezes
Fugindo rumo ao infinito
De mãos dadas nos encontramos
Por vezes
Repouso na areia escaldante do teu corpo
Refresco-me no verde infinito de teus olhos
Por vezes
Envoltos num tornado feito de sentidos
Acalmando na bonança de nossos beijos
Por vezes
Deusa
Outras vezes
Feiticeira
Mas sempre
E para sempre
Tua...
19/04/06
Atenção

Muita atenção
Adoro ser ousada… de mente e aí creio que nenhum de vós terá quaisquer dúvidas.
A audácia revelada em certas palavras deixa-me á mercê de várias interpretações.
Adoro escrever
Colocar conotações mais ou menos acentuadas em palavras que, á partida, seriam “normais”
Escrevo, principalmente, pela necessidade de “libertação”… e os benefícios são idênticos ao das caminhadas que, com muito agrado, faço pelos montes que tenho a sorte de me circundarem.
Também eu me tenho deparado com textos onde, brilhantemente, se transcreve o mundo dos sentimentos e sentidos
Também eu tenho curiosidade em conhecer o físico que esconde tão brilhante mente
E esta é uma das mais valias do virtual
Desejáveis mentes
Mas este desejo fica-se pela mente, pela admiração, pelo saber lidar com tamanha intensidade com as palavras
É verdade que, por vezes, sou interpelada por contactos (alguns ousados) que não vão, de todo, ao encontro do que pretendo para a minha vida
Gosto de admiráveis mentes é verdade
Também tenho “recebido” contactos amigáveis que jamais os negaria e tenho conhecido, e isso sim é um prazer enorme, verdadeiros amigos por este mundo da blogoesfera
Tanto homens como mulheres
O que quero deixar bem claro, e isso sim é importante salientar, é que mulheres ousadas, tórridas, sensuais, apelativas, ternurentas, amáveis, doces (ou outros adjectivos que queiram aqui juntar) existem mais do que se pensa.
Fico sempre triste por não sabermos dar o devido valor ao amor que temos mesmo á “mão”
Eu amo o homem com o qual me casei há 16 anos
Se lhe sei dar o devido valor? Faço os possíveis
(não quantifiquei o amo porque, quanto a mim, amar não terá de ser muito ou imenso… ou amo ou não amo)
Quando escrevo não tenho como intenção provocar o físico mas sim a mente
É claro que, como mulher, tenho vários “mecanismos de defesa”, várias maneiras de escapar a determinadas insinuações.
Gosto de ser admirada inteligentemente
Se há algo que eu queira, desta vida, são amizades sinceras… que o amor já eu tenho!
Um grande bem-haja a todos os que me percebem e me comentam de forma admirável…
18/04/06
17/04/06
13/04/06
Revolução
12/04/06
11/04/06
Invasão

Voltam as palavras suspiradas ao ouvido que na leve brisa persistem em me invadir
O ar quente que me abraça o corpo fazendo-me lembrar do modo suave que teus braços me envolvem
Volta o sol que me atinge a mente de tão escaldantes ideias
E os teus dedos que deslizam como que a acariciar-me a alma
Voltam os beijos, os desejos, as trocas, as dádivas, as faltas e ultrapassagem…
Volto a querer enclausurar o tempo e enlaçar-me em ti até ao nada (já que o muito não me satisfaz)
Voltas a apetecer-me de modo insaciável
E volta a vontade de quebrar todos os olhares e beijar-te
Largar a minha mão da tua e abraçar-te
E este verde que me refresca mostra-me o quão fresco é o teu imaginário
Volta toda esta invasão
Todo este turbilhão…
07/04/06
05/04/06
Rede

Não sopres
Leves brisas que me arrepiam em teus gestos
Não sussurres
Breves palavras que me excitam em tua boca
Não murmures
Suaves desejos que me invadem em teu corpo
Não provoques
Curtos tremores que me aceleram em teu peito
Sopra… intensamente
Sussurra… continuamente
Murmura… demoradamente
Provoca… eternamente
04/04/06
Pausa
Quer seja curto ou comprido,Quer seja fino ou mais grosso,
É um órgão muito querido,
Por não ter espinhas nem osso.
De incalculável valor,
Ninguém tem um a mais,
E desempenha no amor,
Um dos papéis principais.
Quando uma dama lhe toca,
Ei-lo a pular com fervor,
Se for um rapaz, estremece,
Se for velho, tem menos vigor.
O seu nome não é tão feio,
Pois tem sete letrinhas só,
Tem um R e um A no meio,
Começa em C e acaba em O.
Nunca se encontra sozinho,
Vive sempre acompanhado,
Por outros dois orgãozinhos,
Junto de si, lado a lado.
O nome destes, porém,
Não gera confusões,
Tem sete letras também,
Tem L e acaba em ÕES.
Pra acabar com o embalo,
E com as más impressões,
Os órgãos de que eu falo...
São o coração e os pulmões!
Vocês pensavam que era o quê?
(não foi escrito por mim mas sim recebido por mail... que fervilhantes mentes...)
03/04/06
Embriaguez
Há dias em que só me lembro dos teus braçosDos olhares que me acariciam
Da forma em que o teu peito se afaga no meu
De como nos fundimos e nos tornamos num só
Há dias em que as palavras mais belas não são suficientes para te dizer o quanto te quero
Em que nenhum poema consegue definir o turbilhão que sinto quando me abraças
Nenhuma tela reproduz a luz que me alcança quando nos beijamos
E não há embriaguez que consiga alcançar o estado em que tu me pões…








