30/11/05

Quantos?



Procuro uma imagem

Que não me pareça uma miragem

Quando a razão

Me faz crer que tudo foi em vão


Dói-me a aura, todo o meu ser

Acreditar é tudo o que sempre fiz

Por vezes pareço esmorecer

E este fim, não foi o que eu quis


Porque olho ao longe e tantos caminhos avisto?

Porque as metas tão longe me parecem?

Porque parece por vezes que desisto?

Porque os teus actos tanto me dóiem?


Porque estas lágrimas continuas a fazer rolar?

E a dor no peito que tudo supera

Já minha alma não pode mais chorar

Que mais do futuro nos espera?


Se viver por ti é sentir-me á beira do abismo

Segurando a tua pequena mão

Quando o meu amor por ti, ampara teu coração

Com um mínimo passo me sinto cair

Por mais que corra, continuas a fugir


Por esse precipício agora escalo

Porque da queda não me quero lembrar

Das feridas já nem me ralo

Só te quero poder segurar


Sinto-me impotente perante teu olhar

Teu carácter, teu modo de ser

Sinto-me prestes a naufragar

Peço para persistência sempre ter


E rezo, não a Deus nem aos Santos

Rezo á vida que me estenda a mão

E tantas vezes pergunto quantos

Quantos mais caminhos irei percorrer em vão?!


(porque educar é a tarefa mais difícil que conheço…)

29/11/05

Desnuda-me a alma ao segundo



Preciso do carinho que não te peço

Que me dás cheio de apreço

Que te entranhes em meus pensamentos

Me eleves por longos momentos


Desnuda-me a alma ao segundo


Preciso que me acalmes com teus braços

Descansando eternamente em teu regaço

Que me leves ao limiar da realidade

E me devolvas a felicidade


Desnuda-me a alma ao segundo


Que o amor não seja um direito fugaz

Que se conquista apenas como sendo capaz

Quando tudo gira, afinal, eu suplico

E digo: arranca-me este grito!


(Desnuda-me a alma ao segundo...)

28/11/05

;)



On ce fait un p'tit caprice?
;)

25/11/05

Lenda?


A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.

Todos os convidados foram.

Após o café, a Loucura propôs:

- Vamos brincar ás escondidas?

- Escondidas? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.

- Escondidas é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se. Ao terminar de contar, eu vou procurar e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.

Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.

-1,2,3,... - a Loucura começou a contar.

A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer.

A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore.

A Alegria correu para o meio do jardim.

Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder.

A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra.

A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam-se escondendo.

O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava nos noventa e nove.

- CEM! - gritou a Loucura.

- Vou começar a procurar...

A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais, queria saber quem seria o próximo a contar.

Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...

Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:

- Onde está o Amor?

Ninguém o tinha visto.

A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou num "pauzinho" e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritava por ter furado o olho com um espinho.

A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre.

O Amor aceitou as desculpas.

Desde então, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o...




(este foi um texto que recebi por mail e que merece ser lido e apreciado... ou não?)

23/11/05

Lado a lado

É em dias radiosos assim

Que na tua mão quero pegar

Mostrar-te o que de melhor há em mim

E lado a lado caminhar


Nos teus olhos vou colocar

As imagens do meu querer

No teu rosto esboçar

Um sorriso para me perder


E perco-me assim sem nada mais pedir

Apenas mão na mão caminhamos

A montanha ajudando-me a subir

Os problemas da vida escalamos


Encontra-me em cada flor que desabrochar

Em cada rio que suas águas derrama

Em cada palavra exclamada por meu olhar

Que grita por quem a minha alma inflama


Bem juntos seguiremos nosso caminho

Sentindo a força imensa que nos une

Só assim enfrentamos nosso destino

Lado a lado subindo até ao cume

22/11/05

Não sou eu



Também tenho dias assim é verdade

Em que tudo parece fugir á realidade

Em que tenho tanto e nada tenho

Sem partir, sinto que venho


Fecho os olhos só para não ver

Oculto a mente e não penso

Coloco rápido o penso



A ferida está lá mas não se vê

Sou apenas eu quem sente a dor

Ultrapassa os limites e nela se lê

Que tudo parece pequeno ao meu redor



Não há cume que me pareça inatingível

Nem deserto que me pareça interminável



Quando o grito sai: Vai!

Apenas e só quer dizer: Vem!

A pergunta será: Dá!

A resposta: Aí tens!


Pensem



Na revista Sábado (mais uma das completamente credíveis) está presente um assunto que pode gerar alguma polémica (alguma? Só á primeira vista):

“Mulheres que preferem os maridos aos filhos”!

Pode parecer polémico sim (pelo menos a mim, que sou mãe…)

No entanto, depois de lido o artigo, de compreendida a verdadeira “essência” da questão, sou levada a entender completamente o que a referida senhora afirma.

É fácil, nos tempos que correm, transformar a maior parte dos nossos valores existenciais em algo palpável… em bens materiais… e quem fala em materialismo fala em dinheiro.

A dita senhora afirma que, após os filhos estarem “criados”, apenas dependem dela para lhe pedir dinheiro e que terá de ser ela a contactá-los para saber se estão bem de saúde pois os mesmos não se preocupam minimamente em ter notícias dos pais.

E vai acrescentando que não poderá ficar indiferente ao amor que sempre sentiu pelo companheiro e que foi correspondido ao longo dos anos em que, lado a lado, partilhavam as tristezas e as alegrias…

Entretanto, dou comigo a pensar que: não tenhamos ilusões!

Sou mãe de crianças (ainda, mas que crescem a olhos vistos!) e sei que, muito embora os “crie” com os valores que eu considero os essenciais, eles serão o que a cabecinha deles lhes ordenar e não, apenas e só, o que eu lhes transmitir.

Que farão o que bem entenderem e não o que eu lhes pedir ou disser.

E se é injusto?! Pode ser sim mas a vida é mesmo assim (mais injusta que justa).

Na sociedade portuguesa (e não só), a mulher ainda é educada a viver apenas e só para o lar e consequentemente para os filhos. Quantos casamentos (ou relações) não há que só após o nascimento dos primeiros filhos é que a “prova” é dada como ultrapassada?!

Eu amo os meus filhos acima de tudo e até costumo dizer que: homens há muitos e filhos só temos os que são nossos. Mas após ler as afirmações e verdadeira lição de vida desta mulher (e como ela há milhares de outras, basta olharmos para os casos que conhecemos e não será assim tão difícil encontrar pais que estão verdadeiramente á margem da vida dos filhos) tenho de compreender a afirmação que é feita.

E dizia eu que, na sociedade portuguesa, a mulher é educada a viver, apenas e só, para o lar sendo o verdadeiro centro do universo os filhos.

Há casais (e agora terei de falar em ambos porque não depende apenas da mulher) que relegam a vida conjugal completamente para segundo, terceiro, quarto plano ou pura e simplesmente se esquecem. A vida é feita completamente em função das crianças. Eu sei que nos primeiros anos de vida dos nossos rebentos é difícil não acontecer. São os horários que temos de respeitar (senão lá vêm as eternas dúvidas: Será que precisa de comer agora? Mas está a dormir tão bem! Será que o/a acordo? Etc. etc.) são os "relógios" que agora começaram a funcionar em função daquele pequeno ser que de nós depende, que amamos acima de tudo, e que tudo sacrificamos para o seu bem-estar! (eu também o fiz)… continuando nos casais, e porque cheguei á faixa etária dos filhos de 8 ou mais anos (no meu caso de 8 e 13, a celebrar no próximo sábado) posso dizer que, pelo que observo com os meus amigos, não será assim tão difícil começar a pensar um pouco mais na vida “intima” do casal.

Eu acredito que todo e qualquer casal precisa do seu momento

Sei que há filhos mas antes de haver a mãe ou o pai, há a mulher e o homem, que se conheceram, que se amaram (e espero que continuem a amar) e que decidiram “abraçar” em conjunto o futuro (uma vida inteira se possível). Há os desejos, há as vontades, há as expectativas… e mais… e mais… que não nos poderemos esquecer…

Não concordo de todo com a “separação” familiar constante, usada e abusada, em prol do bem-estar do casal.

Não concordo que se faça desses momentos, o dia-a-dia

Mas concordo e sou adepta, a que se dê umas escapadinhas da vida quotidiana, que se “rapte” o/a parceiro/a por uns momentos só nossos…

Alguns poderão dizer-me que não há nada que não façam em casa!

Pois eu digo que há tudo! Tudo o que ainda não experimentaram, não viveram, não descobriram (para os que já o fizeram sabem bem do que estou a falar).

Há um momento em que somos apenas e só o homem e a mulher. Em que se acende a chama que sempre houve (mas por vezes passa despercebida) da relação amorosa. Em que os momentos de prazer até podem não ser mais intensos que os que passamos em casa mas que o saboreamos com outro gosto.

São os momentos em que sorrimos SÓ para a pessoa que escolhemos ter ao nosso lado, em que a entrega é SÓ para o/a nosso/a parceiro/a e voamos de almas juntas e mãos dadas.

Em que estamos SÓ para ele/a.

Somos NÓS!!!

Tu e EU!!!

Num SÓ!!!

São os momentos que, juntamente com outros momentos bons (muito bons), ficarão marcados na nossa memória quando as dificuldades surgirem (porque elas existem e teremos de enfrentá-las é verdade), serão o “sal” na nossa relação (daí que tenha de ser q.b.) o condimento necessário para que nos sintamos como casal e não apenas como pais.

Pensem nisto!

Pois eu ando a pensar muito e até consigo entender as afirmações que li na revista Sábado!

Não deixem a rosa murchar!



(sem querer ferir susceptibilidades é claro, este post é apenas e só o que eu penso)

21/11/05

Não sou


Não sou poetisa não senhor

Nem sei escrever por meras letras apenas

As definições mais correctas do amor

Pois parecer-me hão sempre pequenas


Queria rimar amor com fervor

Amizade com eternidade

Riso com preciso

Olhar com alcançar


Queria rimar dor com rancor

Tristeza com aspereza

Mágoa com nódoa

Desilusão com ultrapassarão


Rimaria ainda brandura com ternura

Abraço com os teus braços

Beijo com desejo

Tudo com corpo alma e mente


Não sou poetisa não senhor

E quem o for que me possa informar

Como se define todo e qualquer amor

Sem que nenhuma descrição lhe fique a faltar

19/11/05

Galhos



Poder abraçar-te eu queria

Como se de uma árvore se tratasse

Sentindo toda a tua energia

E em teu corpo me renovasse


Os teus ramos em mim pousassem

Sossegando minha inquieta mente

Tuas folhas meu rosto beijassem

Ficaríamos assim eternamente


E não havia chuva que não nos tocasse

Fortalecendo e revitalizando

Cada gota tua que não me alcançasse

E meu desejo por ti intensificando


Teus galhos descessem sobre mim

Repletos de beijos em flor

Elevo-me eu perante ti

Em momentos únicos de luz e cor

18/11/05

Ai os homens!!!



O dia acordou cinzento e húmido e em dias assim só apetece uma lareira por perto.

Á falta de outra “coisa”, e já que temos de trabalhar, pode-se sempre arranjar um tema mais quente.

Lia eu ontem, numa revista completamente credível (Visão) que tudo, mas mesmo tudo, girava em torno do sexo.

Então vamos lá esfregar as mãozinhas e aquecer o ambiente.

Os homens (os machos) gostam de afirmar que com eles é sexo e nada mais e também se sabe que nas ditas cabeças, não haverá lugar para o quer que seja, sem antes passar pelo tema tão controverso.

Eu também penso (logo existo) que afinal o centro do nosso sistema não é o sol…

Não não não!

É sim o sexo!

E se é ele que rege os humanos porque raio será ele assunto tão proibido?!

Quanto a mim seria assim:

Ai os meninos e meninas querem sexo? Pois então tomem lá!!!

Uma zona inteirinha com saborosos “nacos” (quer femininos quer masculinos) para colocar na “pedra”. Mulheres e homens prontinhos para satisfazer os desejos sexuais dos que apenas querem sexo. É claro que foram devidamente examinados em clínicas de saúde, criteriosamente e frequentemente, para que todos possam estar seguros (e claro está que o uso do preservativo é regra nº 1). Também frequentaram a respectiva formação e sabem, eficazmente o que fazer, como fazer e prazer não lhes é de modo nenhum, palavra desconhecida. Donos de beleza, tanto física como espiritual, encantam com os seus temas diversificados para os clientes que queiram gastar dinheiro em algumas palavras trocadas… antes de outras coisas mais…

Heim? Os meninos estão a perguntar algo?

-Os homens que queiram algo mais?

Algo mais como?

Não são os meninos que afirmam que é só desejo, tesão e que só buscam a satisfação?

Que depois de lavadinho fica novo e venham outras mais?

Ahhhhh será que sou eu que ouço mal?

Ou será que o homem já não é o que era e está cada vez mais a aproximar-se da sensibilidade feminina?

Alguns dizem-me:

-Tem de haver algo mais!

Outros ainda:

-O físico é sugestivo mas tem de haver um clique!

E, por fim, o que se aproxima mais da maior parte dos pensamentos femininos:

-Jamais seria capaz de ir para a cama com alguma mulher sem antes ter alcançado a sua alma!

Ai ai ai!!!

Que perigosa revelação!!!

Não os tornará demasiado sensíveis?

Será que nós (mulheres) queremos homens que pensem (e sintam) assim?!

Queremos sim!!!!

(quem não quiser que grite!)

Queremos que os momentos de prazer carnal sejam mais que puro prazer da libido… que sejam momentos eternizados pela envolvência, pela cumplicidade… que não vejam apenas e só o nosso corpo (o tamanho ou feitio das mamas…) mas que nos examinem a alma… que depreendam os nossos desejos e que lutem pelo prazer (sim senhor) mas pelo de ambos…

Queremos um homem que tenha um abraço comparável ao do nosso melhor amigo, com um sorriso a revelar os truques de cinema, que diga as palavras que a nossa mente lhe pede e que seja exímio na arte de beijar e nos levar á lua!!!!

Que por alguns momentos seja só nosso e que nos faça sentir só dele… que não tenha vergonha em mostrar do que gosta… em pedir o que quer e em provar que sexo fica muito para além dos escassos minutos (ou segundos) de explosão…

Demasiado romantismo?

Oh meus lindos, não são só as tradições que se alteraram!!!

Os homens também já não são o que eram!!!! (Graças a Deus e para bem de todas as mulheres!!!)

E que lindos homens que andam por aí!!!



Quentinhos?

Então digam lá!!!



16/11/05

Apeteces-me

Apeteces-me

de noite e de dia

Na maré-cheia ou vazia

Na penumbra e na aurora

Apeteces-me agora


Apeteces-me

Na praia ou no campo

Na sala ou a um canto

Na cama e no sofá

Apeteces-me já


Apeteces-me

A meus pés e em meus braços

Repousando em meus abraços

Bebendo tu de mim e eu de ti

Apeteces-me aqui


Apeteces-me

Vestido para a roupa te tirar

Lentamente te vou beijar

Nossos corpos vão-se elevando

Enquanto os desejos vão aumentando


Apeteces-me

Ontem, hoje, amanhã e sempre

Eternamente é palavra parca

Não há mar de sentimentos que nos farte

Transporemos a Lua até Marte


Apeteces-me

Em meus lençóis e no meu banho

Esfregando-me as costas ou algo mais estranho

Que sentimento este tão difícil de controlar

Apetece-me te beijar


Apeteces-me

De corpo e de alma

Já não aguento mais a calma

Esta noite vou-te roubar

E em meu corpo levar-te a passear


(Só um apelo: acabam hoje as "eleições" para o concurso "O Poeta Famoso" a urna é AQUI (cliquem em cima!) - a quem votou nos comentários do meu "voo" 7 Maré, só quero informar que esse voto é nulo, por favor tenham mais um bocadito de paciência, vão lá buscar o cartão e votem na urna certa! 'Brigadito!)

eheheheheh

Afinal está esclarecido o porquê dos olhos em bico dos chineses (ou japoneses, ou ...)



15/11/05

Maré




São teus braços que me envolvem

Em suaves ternuras de brandura

E os beijos ternos que revolvem

Qualquer gesto ou pormenor de doçura


São teus olhos que me enchem

E encharcam de tanto bem-querer

Teus olhares que me preenchem

Até ao mais ínfimo do meu ser


São as palavras que não ousas dizer

Que tuas mãos emanam em meu corpo

Em carícias que jamais ficarão por fazer

Deixando qualquer um de nós torpe


São os sussurros que o mar te roubou

E fez deles a sua delicada melodia

Com sedução e leveza nos contemplou

Não me canso de tal sonido noite e dia


São a areia que nesta praia piso

Deixando meus pés deliciarem-se em sua admirável textura

E a água que fria me aquece

Salgada me retempera

Pela qual me deixo suave e docemente navegar


São este vaivém de admiráveis sensações

Prisioneira de todos os sentidos

Cheiro a maresia das tuas palavras

Oiço o balançar dos teus gestos

Saboreio o sal de tua voz

Arrepio-me com a temperatura do teu abraço


Tanto… tanto… que dois… podem ser um só


E muito não é assim tanto

Demais será sempre pouco

Demasiado vira escasso

Perante tamanha e admirável maré…


Lembram-se? Então vão até (cliquem em cima!) e votem até dia 17!!!

14/11/05

Faz-me chegar a ti...



Não te peço a lua

Faz-me chegar lá


Nem o céu, nem as estrelas

Mostra-me apenas


Não te peço a água toda dos oceanos, dos mares, dos rios

Sacia-me


Nem que corras atrás de mim

Vem


Não te peço para cruzares o meu caminho

Acompanha-me


Nem que te abraces a mim

Envolve-me


Não te peço os beijos, os carinhos, os abraços

Ama-me (sem apenas me amar)


Faz com que meus olhos só vejam os teus

A minha boca só deseje a tua

Os meus braços só queiram os teus

Minhas mãos… as tuas mãos


Faz com que meu corpo só sinta o teu

Os meus olhares só encontrem os teus

Os meus desejos sejam só teus

A minha mente seja apenas e só tua


Faz com que meu universo gire em tua volta

Que a estrela polar sejas tu

Que o negro da noite me cubra em teus braços

E que no abandono me encontre em teu abraço


Faz-me chegar a ti…


Atenção


Muita Atenção Meninas e Meninos!!!

Já podem ler

Deliciarem-se

Maravilharem-se

Aprender (eu pelo menos consigo fazê-lo todos os dias)

Contemplar

Admirar

Adorar (ou não gostar, mas nunca odiar)

Mas por favor: não deixem de votar!

no concurso do blog "O Escritor Famoso" a urna é aqui (cliquem em cima!)

Os meus "voos" são o número 7 - Maré e o número 13 - Fosse Eu

Vale a pena!!!

É uma árvore de natal autêntica!!!

Vão até lá e divirtam-se!!!

11/11/05

(Pecado)



Toda a mulher quer ser comida

Quer que seus sonhos sejam sorvidos

Seus desejos saboreados…


Toda a mulher quer ser bebida

Não apenas espiritual

Que se deleitem em suas entranhas

Em sua carne…


Toda a mulher quer ser trincada

Pela vontade imensa, grandiosa

Do cheiro do pecado

Sem que seja pecaminosa…


Toda a mulher quer ser sugada

Pelo prazer de ter outros braços

E de noutra boca se entregar

Sem nada em troca demandar…


Toda a mulher quer ser

O alimento

A bebida

O momento

A própria vida


Dar de comer

Dar de beber

Virar o mundo do avesso

Por algo mais que puro prazer…

Tibete



Olho mais longe que meus olhos

Vejo mais além que o horizonte

Observo algo mais que as simples imagens



Porque os meus horizontes são mais que essa linha

São ideias só minhas

São desejos de dar as mãos

O coração

A toda a natureza



As águas límpidas e quentes não refrescam a sede

A vontade de te conhecer

De te sentir

De interiorizar todo o teu ser

É como tuas enormes montanhas

Imponentes

Majestosas

Admiráveis


Os picos que desejo alcançar

Estão na minha natureza

Como os teus estão por entre os teus lagos

Cobertos de neve fresca

Como fresca é a minha mente

O meu querer constante


O sol abrasador dos trópicos

Não me descansa o espírito

Tenho o gosto adquirido pelo forte

Pelo que a natureza tem de peculiar


Os sábios souberam-te procurar

Buscar

E encontrar

Fizeram de ti a sua preciosidade

Os monges protegem-te


Ver-te assim

Imponente

Dócil

A chamar por mim

Faz-me voar ao teu encontro

Ao meu encontro… entre o real e o sonho


A paz que transmites

Todo o teu saber

Que querer pode ser tão pouco

Tão efémero perante tudo o que dás

Que o alcance nunca será conseguido

Que a viagem nunca estará finda

Que o sonho ficará sempre inacabado



Protege meu bem maior

Faz que este querer constante me mova

Que este não saber seja a minha única certeza

Guarda meus pensamentos como os mais francos

Que nada impeça o nosso encontro


Quero acariciar tuas águas puras

Empurrar tuas serras

Cheirar tua leveza

Ouvir suavemente teus sussurros

Arrepiar-me com tua brisa

Esgotar todo o meu ser em teus braços…

10/11/05

Leva-me



Leva-me! Leva-me! Leva-me!

Eleva-me…

Carrega-me…

Segura-me…

Agarra-me…

Prende-me…

Amarra-me…


Sente-me! Sente-me! Sente-me!

Desprende-me…

Solta-me…

Desata-me…

Desenleia-me…


Corre! Corre! Corre!

Conduz-me…

Transporta-me…

Leva-me…

Leva-me… leva-me… leva-me…


Principalmente

Essencialmente

Particularmente

O que não vês

O que não vejo

Mas sim desejo


Quero! Quero! Quero!

Atingir o cume da montanha

Respirar o ar puro

Sentir o frio na cara

No corpo

Na mente


Sentir o teu abraço

Envolver-me em tuas asas

Deixar-me por elas levar

Como quero voar!


Navegar em teus mares

Ser teu farol… tua rota…

Sem tempo traçado

Só eu e tu… lado a lado…


Leva-me…


As palavras que nunca me dirás...

Esta não foi escrita nem pensada por mim, embora contenha muitos dos meus desejos... as palavras que gostaria de ouvir... serão assim tão difíceis de dizer e mais dificeis ainda de concretizar?

"Vou alimentar a tua sede de querer, vou
Assim cantar a tua fome de prazer, vou
Ao fim do mundo
Vou tocar lá no teu fundo

Vou fechar o punho e pôr o sangue a ferver, vou
Serrar os dentes e morder o teu saber, vou
Ao fim do mundo
Vou gritar lá no teu fundo

Sou teu
Sou teu

Sou assim só p'ra quem dá
E só assim faz com que eu vá
Ao fim do mundo
Ao fim ao cabo do teu ser

Sou e só apenas uma gota de suor, sou
Um claro aceno quando rufa o tambor, sou
O fim do mundo
A contagem ao segundo

És todo o tempo que me resta a liberdade, és
A minha luta que só fala com verdade, és
O fim do mundo
À entrada da cidade"

Letra: João Gil Cantam: Ala dos Namorados



Ai Joãozinho... acredito que tivesses a musa certa... como acredito!

e como as palavars se me adaptam tão bem (que nem uma luva)

09/11/05

Mente



Apressa-te! Apressa-te!

Desejo a tua mente

Desejada( )mente


Urge! Urge!

Urgente( )mente


Fervilha! Fervilha!

Ardente( )mente


Por muito! Para muito! Para sempre!

Brutal( )mente


Desejo-te! Desejo-te!

Terrível( )mente


Tenho fome de ti! Tenho sede

Ávida( )mente


Quero-te! Quero-te!

Completa( )mente


Amo! Amo!

Autentica( )mente


Espero! Espero!

Ansiosa( )mente


Corre! Corre!

Atenta( )mente


Não me largues!

Segura( )mente


Mente! Mente! Mente!

Rápida( )mente


Vem ao meu encontro

Insistente( )mente


Provoca-me! Prende-me!

Insustentável( )mente


Agarra-me! Abraça-me! Beija-me!

A-p-e-t-e-c-í-v-e-l ( )mente

Anda cá minha liiiiiiinda!



Muitos homens há que pensam que desejo é coisa “deles” só

Assim como a maior parte acredita que apetite… apetite… é coisa de macho e se aparecer uma garota que o demonstre… ai que ela é uma depravada!!!

(Homens! Vejam lá se aprendem mais qualquer coisa!)

As mulheres não precisam de soletrar o que lhes vai no corpo porque é com o próprio corpo que chamam a sua presa!

Detentoras de uma imaginação e inteligência fértil, a tarefa da conquista, da luta pela carne, torna-se bastante mais facilitada… (porque pensam com os neurónios)

Mulher que é mulher não se deixa levar por cenas do género trolha (não tenho nada contra a referida profissão)

Mulher que é mulher não precisa pedir:

- Come-me!

Prefere dizer:

- Quero-te comer!

E não fica á espera que seja ele a desapertar a blusa, põe mãos á obra e lá está ela, de braços enlaçados em seu pescoço (agarrando-o bem) olhar erguido, olhos tentadores, a dizer (poderosa!):

- Vou-te comer!

De sua boca não saem palavras rudes (por norma) porque insulto insulto são as pernas que ela ostenta, são os peitos envolvidos por tão pequeno tecido que se vislumbra… são as palavras que o corpo pronuncia através dos gestos…

Provocante sem no entanto ser demasiado provocadora, sabe olhar e seleccionar a sua presa

Se juntarmos dialogo á história… beeeeemmmm será bombástica a conjugação… os temas são dos mais diversificados e até mostra um á vontade bem maior em relação ás ditas conversas masculinas… gosta de carros… de velocidade… gosta de ouvir… de ser confidente… e sabe que, quando os homens dizem querer somente sexo, esperam pela sobremesa de ternuras (quem não gosta de miminhos Alberto?)…

Mulher que é mulher, entra numa sala cheia de homens com um olhar terrivelmente confiante, que eles próprios desconfiam da sua própria confiança… e ainda presenteia os assistentes com um leve sorriso (que vincará ainda mais a força que emana)

Jamais ficará á espera que seja ele a tomar o primeiro passo… o que quer será conseguido logo… não há tempo para indecisões ou perguntas retóricas!

Queres queres! Não queres, tchauzinho!

Que isto de chorar ou lamentar-se não é de todo para este tipo de mulher

E normalmente eles até querem

E normalmente eles ficam tão “assustados” com tamanha desenvoltura que por vezes, só por vezes, ficam de repente tímidos perante tamanha segurança… certeza…

Não tem problema de dançar quando lhe apetece…se os sapatos a magoam, não tem qualquer dificuldade em ficar descalça em plena pista de dança e sabe movimentar-se agradavelmente… o mundo é uma festa… a vida é curta… vamos aproveitá-la!

Profissional exímia na função que adoptou, quando se liberta do peso da responsabilidade, vira adolescente com cabeça de mulher… ecoa gargalhadas (suaves) verdadeiramente inebriantes e aceita elogios sabiamente lançados com um simples sorriso…

Mulher que é mulher, sabe o que quer, quando o quer, onde o quer, como o quer… e “come” o que lhe apetecer porque também sente prazer… e tem desejo… e mostra a sua excitação em completa dança eufórica…

Mulher que é mulher tem desejos sim e não tem vergonha de os demonstrar e de se mostrar, somente não vai pelos caminhos mais fáceis do palavrão mas sim, pelo admirável arte de codificar, apenas pelo imenso prazer que sente em que a decifrem…

Pega, agarra, aperta, brinca, trinca, amassa, sorve, tudo a quanto tem direito e… consegue orgasmos fantásticos (só nós os temos múltiplos! Não só?!) porque se liberta de todo e qualquer conceito ou preconceito…

Na cama manda e comanda e deixa-se ser domada unicamente, por quem for merecedor de tal prémio… geme, mexe, estremece, vibra nas mãos do homem que a soube detonar!

Ah que explosão de mulher!!!


(gosto muito de homens! (sem qualquer dúvida) Mas adoro ser mulher!)

08/11/05

Surprise "The One"


Muito se fala que os homens devem surpreender suas mulheres (entenda-se “as que querem comer” independentemente se são casados, namorados, noivos ou simplesmente juntos por alguns dias… ou meses).

Muito se fala que as mulheres querem e necessitam que as surpreendam.

Muito se fala que os homens são basicamente uns insensíveis com falta de romantismo característico da sua masculinidade.

Muito se fala que eles só pensam mesmo numa coisa e que as mulheres, aos seus olhos, apenas têm duas características: mamas e a “respectiva”.

Não desculpo os homens que se acomodam á sua relação e que, por isso mesmo, se desleixam com os actos e gestos e pensam que ser romântico é apenas levar ramos de flores e esquecem-se que colher aquele malmequer que está ali mesmo na terra naturalmente nascido é tão ou mais romântico. Assim como também não tem perdão o homem que pensa que a conquista de uma mulher fica pelo sim que ela lhe der.

Mas hoje quero perguntar ás meninas, mulheres, esposas, namoradas ou simplesmente amigas coloridas:

Alguma vez surpreenderam o vosso homem? E se sim será que o fazem com a regularidade que gostavam que acontecesse convosco?

Então vamos lá por partes:

Será que os homens não gostam de ser surpreendidos?

Será que eles também não necessitam que os conquistemos eternamente?

Será que a relação não ficará bem melhor se, em alguns momentos, pegarmos nós (as mulheres) nas rédeas?

E ainda por cima é um “trabalho” tão mais fácil pois, desculpem-me a minha franqueza, mas eles contentam-se com bem menos que nós!!!

Umas gotas de óleo de massagem fazem verdadeiros milagres (não é preciso saber técnicas especiais, todos sabemos naturalmente deslizar as palmas das mãos)

Uma noite especial é tão fácil de organizar: um quarto de hotel (ou mais humilde) não ficará assim tão dispendioso perante os frutos que dele irão resultar.

E um jantar especial não custa nada a preparar (oh meninas! Sabem bem que não custa nada cozer um mariscozinho e comprar uma garrafinha de vinho fora do habitual e para a sobremesa fica um bombom de chocolate, a ser partilhado a dois, e algumas peças de lingerie sabiamente escolhidas)

Então vamos lá lançar mãos á obra:

Estabeleçam bem os tópicos

Tracem bem as metas

E que a experiência seja de comer e chorar por mais!!!!

07/11/05

Faço amor com as palavras



Faço amor com as palavras

Abraço-as com tanta vontade de as querer

Em seus braços me deixo levitar

Em seus encantos me deixo flutuar


Faço amor com as palavras

De tão intensos sentimentos ter

De tão sôfrego bem-querer

Que a todo o momento me entrego

E em troca tanto recebo


Faço amor com as palavras

São o condimento mais desejado

De insaciadas e consumidas almas

Na bebida que delas se sorve

Sem que as deixe contudo mais calmas


Faço amor com as palavras

Enlaço-me em suas definições

Seus admiráveis contornos contemplo

Deslizam-me as eternas indecisões

Se me desafiam ou simplesmente me provocam


Faço amor com as palavras

Todos os dias, as noites da minha vida

Numa entrega total a este amor

Sem fim nem destino traçado

Pelas ruelas da vontade as vou beijando

Pelas calçadas do querer as vou abraçando


Faço amor com as palavras

Sem saber se me entrenho ou são elas que me agarram

Se as sorvo ou são elas
que se dão

Em minha eterna busca sem saber se as alcanço

Mas tendo sempre a certeza que a todo o momento se vão


Faço amor com as palavras…

05/11/05

To Understand


Quem me disse que teria de sentir todos os sentimentos que há no mundo?

Que teria mais que 5 sentidos, mais que 6

Que as sensações estariam para além do aflorar da pele

Que a alma ficaria em meus olhos, á mercê de qualquer um que a quisesse desvendar



Quem me disse que as emoções são para serem vividas para além deste mundo real?

Que as palavras, as acções, seriam sentidas para além do comum mortal

Que o mais belo do nosso mundo não se vê

Que o mais admirável do nosso universo pode vir através do que se alcança sem se tocar

Do que se obtém sem se ter

Do que se contempla sem se ver

Do que se ouve sem ninguém dizer

Do que se sente….

e como se sente….

Quanto se sente….



Quem me disse que a imaginação seria fora dos limites?

E que limites tenho eu para me poder reger?

Onde estão as fronteiras?

Onde são as metas?

De onde é a partida?



Quem me disse que poderia responder com lágrimas?

Que nem sempre as palavras me sairiam pela boca

E que também podem sair pelas mãos, pelos olhos ou por todo o corpo…



Quem me disse que a inteligência é para ser cultivada?

Para ser semeada

Que frutos hei-de colher?

Que sementes hei-de lançar quando apenas quero e tenho sede de saber?

Tenho fome

Tenho ânsia de as colher!



Quem me disse que pedir não faz qualquer sentido?

Que tenho necessidade que me decifrem

Que me leiam!

Que me observem e que me percebam

Que qualquer mínimo acto de desistência seria o caos



Quem me disse que o mundo é muito mais do que os olhos vêem?

Do que a pele sente

De tudo o que possa ouvir

É tudo o quanto possa sentir…

E como sinto…

Quanto sinto…

Se sinto… se sinto…



Quem me disse para ter esta enorme força de viver?

Que o entusiasmo pode ser para além do normal

E que a tristeza também o acompanha

Em momentos de extrema desilusão com a natureza humana



Quem me disse que as atitudes são para serem lembradas e relembradas?

Mais que qualquer palavra

Pois os vocábulos saem pela boca e as atitudes são expulsas pela alma…

E o quanto dói…

Como dói…

Se dói… se dói…



Quem me disse que a diferença não é uma simples formula matemática?

Que não há dividendos que não possam existir

Ou multiplicandos que não consigamos subtrair

E que os astros não ficam apenas no céu

Podemos tê-los na palma da mão

E como os tenho…

Quanto tenho…

Se tenho… se tenho…



Quem me disse que os valores não são reais?

Que um mais um afinal não são dois

Que acreditar seria para além do usual

E como acredito…

Quanto acredito…

Se acredito… se acredito…



Quem me disse que são as energias que regem o meu dia?

Que seria a minha força de viver

A minha verdadeira forma de ser

Que as tristezas seriam vincadamente fortes

Quando deslizasse, em forma de lágrima, numa face de criança



Quem me disse para acreditar em milagres?

Que outros olhos, outras braços em forma de asas

Olhariam por mim, por ti, por todos nós

E que temo por todo este mundo

No simples instante em que suas pálpebras pestanejarem…



Quem me disse que a entrega nunca é demais?

Que tenho de dar tudo o que tenho e o que não tenho também

Tudo o que alcanço e o que devo alcançar somente pela dádiva

E que não é no receber que está a minha recompensa

Mas sim na alegria de sentir e ver

E como vejo…

Quanto vejo…

Se vejo… se vejo…



Quem me disse para gritar, espernear, quando na verdade quero apenas um beijo?

Que não peço mas quero os teus braços

Que não suplico por palavras mas sim por atitudes

Quero o teu abraço…

Como o quero…

Quanto o quero…

Se quero… se quero…




Quem me disse?

Como me disse?

Quanto me disse?

Se disse… se disse…



A tua meta?

Decifrar-me…



(Maria... espero que, de algum modo, te ajude a entender a verdadeira natureza do sagitário... não é fácil... mas ninguém disse que é impossível... e tu! alcançarás! - não tenho qualquer dúvida)


* aos outros sagitários, peço desculpa pela revelação dos nossos segredos (mas foi por um bom motivo) e se faltar algo mais (falta sempre) estão á vontade para acrescentar pois o livro continua com páginas em branco...

04/11/05

Maré




São teus braços que me envolvem

Em suaves ternuras de brandura

E os beijos ternos que revolvem

Qualquer gesto ou pormenor de doçura


São teus olhos que me enchem

E encharcam de tanto bem-querer

Teus olhares que me preenchem

Até ao mais ínfimo do meu ser


São as palavras que não ousas dizer

Que tuas mãos emanam em meu corpo

Em carícias que jamais ficarão por fazer

Deixando qualquer um de nós torpe


São os sussurros que o mar te roubou

E fez deles a sua delicada melodia

Com sedução e leveza nos contemplou

Não me canso de tal sonido noite e dia


São a areia que nesta praia piso

Deixando meus pés deliciarem-se em sua admirável textura

E a água que fria me aquece

Salgada me retempera

Pela qual me deixo suave e docemente navegar


São este vaivém de admiráveis sensações

Prisioneira de todos os sentidos

Cheiro a maresia das tuas palavras

Oiço o balançar dos teus gestos

Saboreio o sal de tua voz

Arrepio-me com a temperatura do teu abraço


Tanto… tanto… que dois… podem ser um só


E muito não é assim tanto

Demais será sempre pouco

Demasiado vira escasso

Perante tamanha e admirável maré…

(Maria! Que tal a prova?! desafio lançado por Diva! podem ver em O Escritor Famoso e votar de 14 a 17 de Novembro - apontem na agenda!)

03/11/05

Sweet


Dou c’a minha miúda de 12 anos (ok ok faz 13 já antes do final do mês) a ouvir uma musiquinha que um colega lhe enviou pelo msn

-Mãe conheces esta?

(lamento não saber alojar músicas para assim colocá-la como fundo mas fica a letra e tentem "encontrá-la" nos "vossos arquivos")


"Arrive at seven
the place feels good
No time to call you today
Encores till eleven then Chinese food
Back to the hotel again
I call your number the line ain't free
I like to tell you come to me
A night without you
seems like a lost dream
Love I can't tell you how I feel

Always somewhere
Miss you where I've been
I'll be back to love you again

Another morning
another place
The only day off is far away
But every city
has seen me in the end
And brings me to you again

Always somewhere
Miss you where I've been
I'll be back to love you again"


Sim sim! É essa mesmo! Do nosso (meu) tempo… Scorpions (mas não o Still loving you que a prof. De História – tia da Portela de Sacavém – teimava em dizer e corrigir que: Não sabem nem querem falar bem Inglês não é STILL é I AM STILL…! Que belos tempos!) é Always Somewhere… e é linda… simplesmente envolvente…

E a minha filhota ainda me diz:

-É linda mãe!

Eu sei que é e como sei que é…

Voltei aos tempos do 8º ano… numa escola provisória que existiu durante longos anos… longos anos de provisório como só os do “nosso tempo” se lembram, em que os pais tinham mais que fazer do que reivindicar por mais e melhores condições dos seus filhos (educandos dizem os docentes)

A escola era a Vasco da Gama (na Portela de Sacavém) as instalações ainda lá estão (se bem que o material já não é o mesmo de tantas substituições).

Era em módulos pré-fabricados

Na parte de trás havia um descampado que era o único sitio para a prática de exercício físico entenda-se “bola” para os rapazes e depois havia um pequeno telheiro que me levou a recordações divinas…

Debaixo desse telheiro (e ao som dos ditos Scorpions) os rapazes que estavam cansados da bola e as meninas que não gostavam de fazer de claque (até porque naquela altura nem sequer se usava tal coisa), enveredavam por caminhos mais sublimes…

A arte de beijar…

E só valia mesmo beijar

Os dias já eram de Inverno… e os rapazes usavam aquelas camisas aos quadrados a imitar o “Boss” e eu recordo o “paõzinho” o que gostava que as miúdas estivessem a seus pés… e a aposta que fez á nossa frente (éramos um grupinho de 3 super-amigas) ao dizer: hei-de andar com as três (cada uma na sua vez claro) mas faltou-lhe uma para ganhar a aposta… (nessa altura as apostas também eram inocentes, tanto que até se apostava em frente do “troféu”) essa, a que não caiu a seus pés… até porque tinha mais com que se preocupar do que aceitar um namoro aos 13 anos… caiu-lhe nos braços, atrás da escola, debaixo desse mesmo telheiro, nas tais tardes frias de Inverno

Ele beijava divinamente (é claro que é na boca) e deslizava as mãos nas costas (frias, muito frias) e assim foi-me ensinando as estranhas sensações das contrariedades. Como é que umas mãos frias, num dia frio, a deslizarem pelas costas quentes nos aquecem ainda mais?!?!

Ele não beijava só

Ele envolvia-me, saboreava-me (no bom sentido da palavra, não façam filmes que aos 13 anos ainda tinha muito tempo pela frente) continuando nos beijos… ele ensinou-me (sem palavras) a ternura, a leveza, a calma, o sabor de um beijo e o prazer de beijar…

Sabe a um querer constante… abandonar o meu corpo e partir rumo a… não sei onde (a tal coisa das palavras serem poucas para descrever sensações). Sabe a uma entrega pura, em que a cumplicidade é a maior arma (ainda que por breves momentos)

As mãos acompanhavam os desejos jovens de querer explorar o desconhecido mas só nos atrevíamos a ir até á parte lombar (chegou e parou) e mesmo assim… ainda assim… era algo de supremo… tão simples… tão belo… tão puro que não pude evitar “regressar” a esses maravilhosos anos e lembrar-me desse beijos fenomenais…

E sim continuo a gostar muito dos Scorpions (das baladas claro) e sim continuo a gostar muito da arte de beijar (agora já por outros mares navegados…)

Sweet… sooooooo…soooooooo… sweet…


02/11/05

Não me ames apenas

Não me abraces apenas

Funde-te em mim


Não me ames apenas

Que de tanto será pouco


Vagueia em meu corpo

Deixa-me refugiar em teus braços


Não me ouças apenas

Descobre cada gesto


Não me queiras apenas

Decifra-me


Desliza por entre os meus sonhos

Deixa-me mostrar-te os desejos


Não me beijes apenas

Explora-me


Não me estimes apenas

Cativa-me


Leva-me por mares de doçura

Mostra-me rumos novos desejados

Rodeados de eterna ternura

Em tempos por nós ansiados


Shhhh..




Deixa tocar a música e abraça-me

Envolve-me nos teus braços

Recebe o que te dou do meu corpo

Já tens a minha alma...


Deixa tocar a música e beija-me

Aflora meus lábios suavemente

Como a balada que ainda toca

Que ainda se sente...


Deixa tocar a música e sussurra-me

Palavras que não dizes

Senão por gestos ousados

Que pelo corpo são pronunciados...


Deixa tocar a música e sente-me

Nesta entrega total

O peito continua em alvoroço

Merecedor do prémio final...


Deixa tocar a música e prende-me

Com teus dedos que deslizam lentamente

Oferecendo-me momentos deliciosos

Em que o bom dá lugar ao divino

E meu corpo vacila leve… levemente…



Deixa tocar a música…


Abraça-me….


Beija-me….


Sussurra-me….


Sente-me….


Prende-me….


Deixa tocar a música….

01/11/05

Os 3 da vida airada



Sexo, amizade e amor

Ui!

Pensarão alguns

Nem sempre andam de mãos dadas

Há quem faça sexo sem que ame

Há amizades com muito amor e sem sexo

Há amor e sexo

E há

A mais perigosa das combinações

Amizade e sexo

Mas não é sexo selvagem

Não é pura necessidade fisiológica

É uma necessidade que vem de mais além

Bem mais profunda

Há necessidade de carinho, afecto, partilhar aquele sentimento confuso

Uma cumplicidade que nunca pensamos existir sem ser com “o nosso mais que tudo”.



Mas mais importante que ter consciência de que não há relação (apenas um clima, chamemos-lhe assim) é nunca por em causa o que construímos, o que edificamos juntos com os nossos parceiros (sejam eles marido, mulher, casados ou juntos).

O bem estar familiar deve ser o bem mais precioso a preservar.

Com as novas tecnologias

Sabemos, e todos os dias se fala em tal coisa, que há muitas relações arruinadas por umas horas de prazer (e por vezes nem chegam a horas).

E por certo já notaram que andam por aí mais homens com risos de idiotas… e mulheres de olhares sorridentes…

Se se mantiverem assim não é grave

Grave é não saber diferenciar os três “actos”

Sexo, amizade e amor

Cada um deles tem o seu significado, tem o seu valor, nenhum é mais valioso que o outro porque se o for, logo logo se arranja maneira de dar mais importância ao que pensamos ser mais “desprezível”: o Sexo.

Não sendo sentimento, podemos pensar que não é digno de ser falado, de ser referido… Mas é!

Quantos casamentos (ou relações) não são postos em causa por “ele”?

E quantos não há que chegam mesmo ao “ponto final”?

O que quero aqui deixar claro é que, neste mundo moderno

Do fácil, bom, bonito e barato (porque também se obtém sexo grátis) há que saber separar as águas

Os três juntos são magníficos

Mas se juntarmos apenas dois será de igual modo admirável

Só um também não é desprezível!

Desde que tenhamos noção que estamos a lidar com pessoas que, como tal, têm sentimentos e que podem vir a sofrer (aí temos de saber lidar com a situação).

Há que saber traçar as "rotas" e saber (ter consciência) que terrenos podemos pisar sem que ninguém saia magoado mas sim contente por um dia (ou uma noite) ter sido diferente... (para mais tarde recordar... com nostalgia ou não)


hoje deu-me p’ra isto… podem comentar á vontade… a linha está aberta!