Já falei nelas e hoje com este calor d-a-n-á-d-o, não resisto a pegá-las, trincá-las, saboreá-las e deliciar-me com o seu sabor único!!!
Ao natural ou numa das mais suculentas sobremesas TARTE de UVAS (dito assim não soa bem mas provem que vão ver o bom que é!) conseguem sempre refrescar-me!!! (mais? só mesmo a chuvinha!)
Quanto ao video... palavras p'ra quê? é Bon Jovi!!!
Bem meus lindos... isto está carregadinho de trabalho e vou deixá-los a pensar nestas deliciosas criações da natureza...
Beijokas e Bom fim-de-semana
(ah! nos "aquecimentos" também são óptimas! Deslizando sobre a bariguinha... ou nas costas... ou ainda... já fuiiii)
30/09/05
Bom fim-de-semana!
29/09/05
Tentação

Ai a junção de mulher e máquina é P-O-D-E-R-O-S-A!!!
Não tenham qualquer dúvida!!!
Pegamos na chave, colocamos os óculos de sol (sim porque ele teima em não ir embora) e ála-que-vai-com-ela!!!!
Sim querido eu sei mais que conduzir (sei ver o nível do óleo, da água, sei mudar o pneu e mais importante ainda: sei onde está o pneu suplente ena ena!!) mas não quero falar do óbvio, do que já está dito e re-dito!
Quero sim conseguir transmitir o que sinto quando conduzo.
Muita gente diz não gostar e eu entendo que não será propriamente da condução mas sim do trânsito infernal, dos “espertos” que se reproduzem mais rápido que baratas e de tanta coisa que nos provoca dores de estômago…
Mas conduzir é, realmente, uma paixão!
Tenho a sorte de viver numa zona com pouco fluxo de trânsito e que vive em função dos horários do colégio inserido na vila.
Tirando isso e as zonas limítrofes da dita vila, há estradas e estradas, caminhos e caminhos (e muitos até sem placas identificativas do destino)…
Nesta altura a única preocupação são os tractores que têm de cumprir a tarefa de levar a uva á adega (a vida aqui é bestial! Qualquer dia será tema! Prometo!) e por falar de uvas… ai ai ai que este ano elas estão tão tão tão boas!!! Doces, rijinhas, sumarentas… mmmm… só apetece trincar!!!
Bem! Mas não me façam distrair com outras coisas!
O prazer de conduzir, dizia eu, tem a ver com o gostar de dominar a máquina!!!
Oh lindinho! eu já disse que gosto de máquinas até vou c’o gajo aos stands, entro nas oficinas (mas fechem as bocas!!!) e quando começo a participar na conversa e fazer perguntas eles até conseguem compreender que gosto mesmo das ditas.
Não tenho nenhum máquinão!!! (infelizmente) Mas mais importante do que ter uma “alta bomba” é sabermos controlar o que temos nas mãos! E aí eu controlo muito bem! (sem falsa modéstia, que isso não é para mim).
Já lá vai o tempo em que fazia corridas em plena hora de almoço com os meus colegas (homens claro, quem me mandou escolher aquela profissão?!) sentada no lugar do pendura (que era o meu lugar no horário normal de trabalho, normal e não só… quando se prolongava até á noite) e chegava ao meu destino (em frente á porta da escola), saía P-O-D-E-R-O-S-A do carro e lhes ia abrir a porta, do deles claro, para que saíssem sem “tropeçar”!!!
Hoje é mais: estrada!!!!! Eis-me!!!!!
E lá vou eu!
Música não muito baixa e um pouco mais alta que o normal (einh? O quê?...), óculos de sol (já falei deles eu sei), nada de mini-saias (não é preciso) quanto muito um top e os vidros abertos para poder “captar” a verdadeira essência da máquina!!!
É uma sensação de liberdade com um misto de poder… a estrada á minha frente, que me espera e nas minhas mãos (e pés) o verdadeiro domínio da “fera”.
Por uns instantes, uns minutos ou horas, sou eu que domino!
Sou eu que mando e desmando (sempre dentro do racional claro). Os vidros abertos deixam que oiça o que o motor tem para me dizer e por vezes sabe tão bem meter uma abaixo (opssss eu sei que é engrenar!!! Mas meter fica tão mais á mão!) e senti-lo a reagir!!! Pisar o acelerador (aconchegar é para o travão!!!) sentir que me obedece!!!
A liberdade está de mãos dadas com esta sensação, esta vontade insaciada, de me meter á estrada e conhecer novos lugares, novas terras, novas gentes… (e que nem sempre posso satisfazer… quase nunca… a bem dizer)
Também quero aqui dizer que, com tudo isto jamais esqueço as regras, sinais e prioridades (até porque seria muito difícil esquecer o que durante vários anos ensinei, e ensinei com muito gosto.. tanto… tanto que a saudade “bate” bem forte nos dias em que só me apetece pegar nas chaves e ir ter com a estrada. Qualquer dia aceito o convite de um amigo e passo lá um diazito inteiro!!!) mas voltando á segurança… Nada me impede de conduzir, de gostar de conduzir e ter plena consciência do que estou a fazer.
De nem sempre tomar a prioridade como um direito absoluto e de abdicar dela em prol da segurança e até de brincar com as situações de plena ignorância (infelizmente) dos que comigo partilham as vias públicas (não todos felizmente mas bem mais do que seria tolerável).
Acredito que o ritmo da vida quotidiana deite “abaixo” este prazer e que contribua para os muitos acidentes e falta de cumprimento que vimos mas eu… continuo a gostar de conduzir (embora também não goste de muuuuito trânsito, mais do que o dito normal….)
Não não lindinho!!! Eu, quando vou a Lisboa, levo o carro!!! Só se for para a baixa é que não: o preço dos parques de estacionamento são caríssimos e lá se vai o orçamento para as calças de ganga de cinturinha descaída!!!
E agora lá vou eu!!! (tenho o amarelinho á minha espera... eheh! bem que eu queria!)
Byyye!!!
28/09/05
Meu sol

Alguma vez te disse
Que o momento, o instante, em que te vi nascer foi e será o meu minuto de maior felicidade?
E que ter-te assim, no meu regaço, fez de mim a mulher e mãe mais feliz do mundo?
Alguma vez te disse
Que a imensidão de amor que já sentia quando estavas dentro de mim, se transformou em mais e mais desde o primeiro instante que te vi?
Que brilhas mais que o sol? Que cintilas mais que qualquer estrela?
Alguma vez te disse
Que tenho um amor que não me cabe no peito? E que és tu a causadora dele mesmo?
Que és mais fresca que qualquer riacho? Mais bela que qualquer aurora?
Alguma vez te disse
Que olhar-te é como admirar o quadro mais belo que ficou por pintar? Que ficaste no esboço de um qualquer pintor romântico?
Que és mais magnífica que qualquer uma das sete maravilhas do mundo?
Alguma vez te disse
Que me revejo nas atitudes que te corrijo, na rebeldia franca e saudável que exalas?
Que és mais forte que qualquer montanha? Mais frágil que qualquer flor?
Alguma vez te disse
Que não há, no universo, rainha que tenha o teu porte?
Que és mais linda que os prados verdes? E que emanas uma frescura comparável á brisa de um dia de primavera?
Alguma vez te disse
Que te quero mais que a própria vida? E que o meu amor por ti será eterno, mesmo para além da morte?
Que ofuscas qualquer pôr-do-sol? Cegas qualquer lua cheia?
Alguma vez te disse
Que tenho um orgulho enorme quando olho para ti, quando penso em ti, por seres como és?
Que quando danças pareces caminhar por entre flores de lótus? Quando nadas é como se voasses nas asas de um anjo?
Eu sei que há palavras que ficarão por dizer
Mas jamais haverá sentimentos que ficarão por viver
Amo-te para além do que qualquer palavra possa transmitir, possa significar pois nenhuma mensagem é capaz de traduzir o que trago no peito…
Que a sorte não te abandone
A saúde não te despreze
O amor te dê a mão
A amizade caminhe a teu lado…
E que a vida seja também tua mãe e te ame tanto quanto eu…
27/09/05
Lá

Esperarei por ti
Num dia de amanhã, sem inicio nem fim
Esperarei por ti
Onde as horas terminam em cada segundo de mim
Esperarei por ti
Onde a realidade acaba e começam os sonhos
Esperarei por ti
Encontramo-nos lá, onde as almas se abraçam
Os desejos não se revelam e as carícias não se esgotam
Esperarei por ti
Sem corpo… sem pressa… sem aviso… sem prece…
Esperarei por ti
Até ao limite de mim
Esperarei por ti
Onde um e um não são dois… mas podem ser um só
Esperarei por ti
Sem prece para que esperes por mim…
Esperarei por ti
E só por ti espero
Deixa o que pensas saber aí
Mostrar-te-ei novos caminhos, conhecerás novos trilhos
Esperarei por ti
Quando nossos corações chegarem ao último passo
Batendo lentamente ao mesmo compasso
Esperarei por ti
E em ti saciarei esta busca incessante do teu ser
Esperarei por ti
Junto ao nascer do sol, num qualquer monte ou vale
Resplandecerei para ti
Esperarei por ti
No espelho que te vê todas as manhãs, na loção que colocas
Entranhar-me-ei em ti
Esperarei por ti
No lençol que te cobre todas as noites
Envolver-me-ei em ti
Esperarei por ti
Na almofada que te acolhe a cabeça
Mimar-te-ei
Esperarei por ti
Em cada música que o vento te trouxer
Acalmar-te-ei
Esperarei por ti
Em cada gota que se fizer sentir
Refrescar-te-ei
Esperarei por ti
Onde a matéria se funde e nada se confunde
Ou fosse apenas os nosso seres
Uivando por umas horas de prazer…
Esperarei por ti
Onde o mundo falece para que renasça em nós
Um pouco de ti e de mim, num só…
26/09/05
Catch-me!

Vejo-te sentado, aí a olhar para mim
Com olhos havidos de desejo, como eu por ti
E assim lentamente começo esta dança
Debruço-me sobre ti roçando a minha pele na tua cara
O meu peito junto de teus lábios…
E num ápice ergo-me e volto-me
Deixando minhas costas ao sabor do teu peito
Não não…
Não quero que te mexas, não quero que saias daí
Não vale tocar, não vale beijar, não vale abraçar, não vale mexer…
Não p’ra já, não por enquanto…
Vê-me!
Delicia-te com este balançar suave do meu corpo
Se me chegar assim (com o ombro bem junto a ti)… que me dizes?
Ou preferes os meus quadris nas tuas pernas?
Mas não p’ra já, não por enquanto…
Vê este balançar suave da minha anca
Esta renda que queres tirar e minha pele que começa a suar
Sente este ritmo quente que nos envolve, que se respira no ar…
Esta vontade louca de te tentar, de te prov(oc)ar
Continuo a deslizar sob o teu olhar atento
Tuas mãos que tremem sem que me consigas mexer
Tua voz que fica rouca de sofreguidão e todo o teu corpo te desobedece…
Não p’ra já, não por enquanto…
O cheiro que se faz sentir é da fome que tenho de ti
Continuo a insinuar-me e rendes-te a essa tentação
O meu corpo ondula diante de teus olhos
Chego mais e mais… e mais ainda…
Ouço a tua respiração sôfrega… ou será a minha?
Abro a janela… lá fora chove
As gotas assolam meu corpo sem o arrefecer
E nesta tempestade tropical rendes-te ao meu corpo molhado
Pensas em aproximar-te, abraçar-me… e suavemente beijar-me o pescoço… os ombros…
Não p’ra já, não por enquanto… os lábios mais tarde provarás…
Quero enroscar-me no teu peito… não respondo por mim…
Continuo suavemente a sentir a tua deliciosa sessão de sussurros junto a mim
Sinto o teu queixo que pousa no meu ombro e desliza até obter o fruto apetecido
Trincas meus lábios… absorves minha boca… e todo o meu corpo…
Sorvo o néctar inebriante dos teus lábios, a seiva doce dos teus beijos
A chuva continua elegantemente a acompanhar nossa dança
De corpos molhados serpenteamos ao som do nosso desejo, ao ritmo deste encantamento
O mundo deixou de existir…
O sol deixou de brilhar… e até as estrelas perderam o cintilar…
E assim, tu aí, quando me sentires bem perto de ti...
Chego os meus lábios junto ao teu ouvido:
- Oh baby… do you want me?! Catch-me!
o video foi retirado para não interferir com outras aplicações... ficará a melodia divina a ecoar de:
Since I Don't Have You - Guns N' Roses
23/09/05
Inundação
Quando teus braços são este vento que me envolve
E tua carícia o raio de sol que sinto na pele
Teu murmúrio a música que as folhas entoam
Teu olhar todo este céu que me cobre
Quando teus beijos são esta brisa que me assola
E teus carinhos este arrepio que me descontrola
Tua boca esta gota que em meus lábios repousa
Teu sussurro a melodia deste dia de Outono
Quando me sacio nas tuas palavras por pronunciar
E retenho as imagens dos momentos por partilhar
Domina-me esta imensa vontade de te provar
E este rio que lentamente se transforma em mar…
Recado
Antes do meu post d'hoje quero apenas informar que, devido a um erro aqui no pc, não consigo comentar a maior parte dos blog. Vai daí, e como não há erro que me trave, resolvi deixar aqui alguns recadinhos:
Luar: Continuas linda como sempre, adoro ler-te mas o erro não deixa comentar (não sei se será a sensura ou se consideram os teus temas erejes). Continua na tua luta e abraços apertados!
Rakel: A praia continua tão apetecível (assim como tu). Nem sempre consigo comentar (deve ser sensura mesmo). Parabéns pela conquista. Beijo.Passagens: Não sei o que é feito de ti (até o sapo diz que não existes, será?). Não te esqueças de viver a vida! Beijos
Plantinha: Já sinto falta dos teus temas tão divertidos (mais uma vez o sapo diz que não!). Beijokas
Keimadela: O teu erro é diferente, de tão seguro que é a tua página, bloqueia-me aqui o sistema se tento comentar (tecnologias!). Viciantes são as tuas palavras de tão directas. Beijos
Pétalas: Vai dizendo qualquer coisa, tenho imensas saudades tuas. Beijos rechonchudos!
E há outros ainda que jamais ficarão em segundo plano, só o tempo é que me falta para poder "falar" a todos. Beijos e ficam assim a saber que eu ando por aí!!!
22/09/05
p a l a v r a s
Depois de uma noite mal dormida devido a um pesadelo do meu pequenote cuja única solução foi estar junto a ele enquanto soluçava (ser mãe tem destas coisas) eis que tive imenso tempo para pensar no porquê da minha necessidade de escrever…
De onde vem esta força, este querer mais? este rio que parece transbordar?
Se pensarmos que tudo deriva de simples letrinhas apenas, entre vogais e consoantes, alguns acentos e diversos travessões… chegaremos á conclusão que de palavras não se trata apenas…
Creio que como eu, muitos de vós, sentirão o poder das palavras.
Numa miscelânea de sons, entoações e pronúncias conseguimos nos comunicar através das mesmas.
Acontece que comigo elas não só transmitem o que quero dizer como também o que a boca não consegue pronunciar…
Escrever é uma terapia, um remédio, um bálsamo até mesmo uma droga cujo vício (bom é claro) não consigo, nem quero evitar.
Adoro alinhá-las, conjugá-las e dar-lhes ênfase… flúem naturalmente através das minhas ideias e colocam-se nos lugares certos ou correctos…
Por outro lado há o desafio da ordenação que lhes pode auferir uma ideia mais escondida cujos mais atentos saberão e conseguirão decifrar.
Em forma de arma ou de anjo, elas têm o poder de ferir ou curar, de ir mais além ou parar, de esconder ou mostrar e a cada confissão deixam uma mensagem declarada ou não…
Simples palavras que depois de lidas e relidas já não nos parecem tão simples.
Simples ideias, reduzidas em palavras apenas, cuja sua importância jamais será insignificante, revelando pormenores de grande importância.
O dom da escrita pode ser ainda mais contagiante, mais viciante…
Mais do que pronunciar, há que pensar na ortografia, na fonética e finalmente na sua plena conjugação…
A escrita, essa, é magnífica! Libertadora, desinibida, é o meio que nos deixa totalmente livres para podermos revelar as ideias mais recônditas, mais secretas, mais intimas… aquelas que até aos nossos melhores amigos nos custa revelar e que, muitas vezes, nem conseguimos, sequer, divulgar…
É insinuante, provocante (sem que tenha de ser provocadora), estimulante e conjugada com outros factores pode ser uma mistura fatal…
É claro que também pode ser arrogante, emproada, insolente ou orgulhosa mas hoje só quero falar dos benefícios da escrita…
Um deles foi o facto de ter descoberto este mundo da Blogoesfera em que nos comunicamos por mensagens escritas, por palavras, na sua maioria, sabiamente escolhidas e que nos deixam sempre esse véu de mistério por descobrir… o que o torna tão fascinante e tentador (e também perigoso, arriscado e arrojado).
No meio de tantas palavras ficará sempre alguma por dizer, alguma por revelar ou outra que deveríamos modificar…
Por hoje é só e, embora as palavras nunca sejam demais, já vai longa esta escrita (estou verdadeiramente viciada)…
Beijos verdes (da cor da camisa que trago por cima da t-shirt branca) … verde esperança pela qual me deixei encantar…
20/09/05
19/09/05
Dúvida?!
16/09/05
Decisão
Ninguém me traça a estrada pela qual eu caminho
Ninguém me escolhe o destino que eu devo seguir
Ninguém me aponta a meta que eu irei atingir
Porque sou eu quem decide por onde caminhar, para onde seguir e o que atingir!
Ninguém me diz que palavras berrar
Ninguém me escolhe que frases sussurrar
Ninguém por mim irá gritar
Porque sou eu quem decide se berro, se sussurro ou se grito!
Ninguém por mim, a minha vida irá viver
Ninguém me deixará eternamente a sofrer
Ninguém me dará a mão sem eu querer
Porque sou eu quem decide o que viver, o que sofrer e a quem a mão dar!
Ninguém pode as minhas emoções sentir
Ninguém pode por mim sorrir
Ninguém, por mim, irá reflectir
Porque sou eu e só eu, quem sente na minha pele, quem esboça um sorriso na minha cara e quem reflecte no que devo ou não fazer!
Ninguém, constantemente, me irá prejudicar
Ninguém, insistentemente, me irá procurar
Ninguém, continuadamente, me irá desafiar
Porque sou eu e só eu quem decide em quem confiar, o que procurar e com quem lutar!
Porque sou eu e só eu quem decide que montanhas escalar !
Porque sou eu e só eu quem decide que mares atravessar !
Porque sou eu e só eu quem decide que ventos enfrentar !
Porque sou eu e só eu quem decide que gigantes desafiar !
(pode ser dedicado a muitos, que sirva de reflexão a todos, mas especialmente pensado em Angélica, Passagens e a uma certa Anónima)
15/09/05
Atingindo
Mesmo quando o tempo tem pressa
Tornando-se demasiado curto
Deixando-me apenas dias ou segundos
E mesmo que me queiram deter
E que seja necessário derrubar muros e paredes
Gritando a plenos pulmões
Ou em suaves murmúrios
Chegarei onde a razão acaba
Atingindo os meus sonhos
Mesmo que tenha de partir
Mudar de terra ou de desígnio
Ou que tenha de ir buscar além
O desejo da minha alma
Mesmo que encontre tempestades
Ou que sejam colossais furacões
Que me façam baixar a cabeça
Ou ajoelhar-me perante os ventos
Chegarei onde a razão acaba
Atingindo os meus sonhos
E mesmo que me abandones
Na sequência de um ou outro desacato
Naqueles momentos em que testamos
A força suprema do amor
Guardarei a ferida
Bem no fundo de mim
Mas á superfície, prometo-te
Que o sorriso continuará a brilhar
Chegarei onde a razão acaba
Atingindo os meus sonhos
14/09/05
Sensações

Um olhar penetrante que me aquece
Um sorriso claro que me estremece
Duas mãos que me acolhem sem nada exigir
Dois corações que amam sem necessidade de fingir
Palavras, muitas, que deslizam alegremente dos teus lábios
Beijos, doces frutos que queremos trincar
Deliciamo-nos com seu esplêndido néctar
Neste reino de hilariantes emoções
Rendemo-nos ás suas contrastantes sensações
Num turbilhão de novos e deliciosos sabores
Doces e penetrantes são os frutos do amor
13/09/05
AAAAAAAAHHHHHHHH!
Tenho a sorte de poder ir almoçar a casa (pois o local onde trabalho é bastante perto) e para tal desloco-me no "carro do Zé" (é isso mesmo: um bocadinho andando um bocadinho a pé!).E hoje, particularmente (talvez porque o "copo" já estivesse cheio!) só me apetece é GRITAAAAARRRRR:
- O passeio é de todos mas TAMMMMBÉÉÉÉÉMMMM é dos peões!!!
Irra que isto de amestrar os animais tem muito que se lhe diga!!!
E já agora quem é que nos classificou como sendo racionais?!?
É que acredito que deveria de haver um número maior de classes (não económicas claro!).
Hoje é só!!!
Já gritei e fiquei mais aliviada (quanto ás queixas creio que todos nós, os bloguistas, as temos pois acredito que todos respeitamos o próximo).
12/09/05
Elementar

Nem tão pouco se o que quero é correcto
Não sei se os tempos vividos foram autênticos
Nem tão pouco se os que viverei serão os perfeitos
Não sei se amo demasiado tudo o que me rodeia
Nem tão pouco se o mundo inteiro me odeia
Não sei se os sonhos foram desejados
Nem tão pouco se o que tenho foi idealizado
Não sei se os caminhos percorridos foram os melhores
Nem tão pouco se os que percorro serão os mais adequados
Não sei se o preto não virá um dia a ser branco
Nem tão pouco se as cores que vejo são verdadeiras
Não sei o porquê das crianças em pranto
Nem tão pouco a falta de amor nos corações humanos
Não sei se a felicidade é alcançável
Nem tão pouco se o mundo a conseguirá alcançar
Não sei
“só sei que nada sei”
Porém sei que tenho sonhos, tenho desejos, tenho anseios
e espero simplesmente que os mais elementares sejam realizáveis…
09/09/05
Onde estás?

Onde estás tu?
O que tens feito?
Ainda ontem me lembrei de ti...
E dei comigo a recordar a magnífica pessoa que és
Quis o destino que nos conhecêssemos só porque decidimos morar uma ao lado da outra.
Estavas a concretizar o teu grande sonho…
A vida, que ao invés de ser mãe, quase sempre foi madrasta.
E que vida essa a tua!!!
O grande amor que encontraste e que te levou ao êxtase, trocou-te por uma vida de total dependência de drogas deixando, como rasto do vosso amor, a vossa filha nos braços.
Quando tudo parecia se endireitar, junto de um homem que te amava (pois não era difícil gostar de ti), que dizia te querer muito… eis que o álcool já tinha ocupado o teu lugar no seu peito e foi a destruição total de tudo o que tinhas sonhado.
Lembro-me dos primeiros contactos que tivemos.
Tu contagiavas o ambiente que te rodeava com a tua simpatia e como eu também não sou antipática, logo nos demos muito bem.
Acompanhaste-me nos meus maus momentos. Deste-me força e apoio e jamais me deixaste á espera quando, em urgência, te telefonava.
Ainda hoje me lembro de alguém ter dito:
- Quem me dera ter uma vizinha assim!!!
Não era a vizinha que invejavam mas sim a imensa amizade que nos unia, o sentimento de ajuda que fazíamos questão de dividir.
Também eu acompanhei os teus piores momentos. As brigas que havia e que entristeciam os olhos da tua menina e ainda me lembro bem de quando tivemos de forçar a abertura da porta para te tirar das mãos do homem que dizia te amar mas que te maltratava… o medo que o meu olhar transmitia e tu que controlavas o teu tão bem…
Depois vinham sempre as desculpas e tu que teimavas em desculpar sempre…
Sempre… até um dia.
Vendeste tudo
Abandonaste tudo
Despediste-te de tudo e de mim…
E com as lágrimas nos olhos pegaste na tua filha e rumaste numa nova vida. Pela vergonha afastaste-te de todos. Ainda te contactei pelo número que tinha do telemóvel… tinhas refeito a tua vida (mais uma vez) ao lado de mais um homem, este mais novo que tu e, segundo o que me descreveste (e Deus queira que sim) terias encontrado, finalmente, um homem que te percebia, que te estimava com o qual eras feliz.
Lembrei-me ontem de ti e pergunto-me:
Onde estás?
Que é feito de ti?
És feliz?
Há laços físicos que se quebram mas as almas jamais se abandonarão.
Recordo quando inauguraste o teu restaurante (garra e força não te faltam), quando te fiz as ementas, quando te ajudei na confecção dos doces e… (daí ter sido assaltada por todas estas memórias) quando o povo ficou em festa e me pediste ajuda para o atendimento do bar. Estavas feliz mas não totalmente. Infelizmente o homem que deveria estar ao teu lado para te ajudar… estava noutro bar a tentar esquecer os seus problemas (e os teus) em vez de os tentar resolver.
A festa é dia 16, 17 e 18 deste mês e faz precisamente 3 anos que toda a tua vida começou num rodopio desconcertante até que puseste pés ao caminho e aceitaste, mais uma vez, os braços abertos da tua mãe, para lá encontrares a paz que aqui te faltava.
Foi em Dezembro que tudo acabou e outro caminho começou. Que te acolhi na minha casa. Que tive muito medo por ti. Que senti tão próximo o cheiro da violência doméstica e que decidiste não mais dar uma oportunidade a quem não te merecia pelo simples facto de não te respeitar sequer nem á tua filha… foi a derradeira discussão, a última sessão de maus tratos e mais uma de mil perdões onde se colocavam as desculpas em rezas e feitiçarias…
Hoje, ao lembrar-me de ti, apenas quero que tenhas encontrado a felicidade completa (se for ao lado de outro homem que seja mas que, acima de tudo, sejas muito feliz).
Que acompanhes a tua filha sem o olhar de medo que tinhas.
Que saias de casa sem o sentimento de incerteza de quando voltares.
Que vivas a vida sem que te cortem as asas.
Sei que mais dia menos dia nos voltaremos a ver, voltaremos a falar, a partilhar e que deixarás a vergonha para trás. A vergonha de actos que não eram teus mas que eras tu a única a sentir o constrangimento.
Voltará a nossa cumplicidade e até que consigo avistar as vezes que iremos ás compras juntas com as nossas filhas (como fizemos tantas vezes).
Por vezes há necessidade de afastamento para que nos limpemos de todo o pó que temos acumulado e voltarmos completamente limpas e renovadas.
Sei que não perdi uma amiga, apenas foi de retiro…
Até um dia!
(para ti B.)
08/09/05
(Im)Possível
Um amor inimaginávelUma ligação inquebrável
Uma amizade incompreensível
Uma cumplicidade indecifrável
É assim que sinto este meu laço com os meus filhos.
Olhos nos olhos, deixamos que as almas se encontrem e se entendam sem qualquer necessidade de palavras.
Alegrias partilhadas, tristezas divididas, anseios comentados e receios esclarecidos, assim vamos andando de mãos dadas, ultrapassando cada obstáculo que a vida nos coloca.
Neste laço indestrutível, com factores de força maior, move-me esta vontade única de os ver felizes.
Escapa-me o tempo por entre os dedos, para poder completar as tarefas em que, com eles, quero participar. Resta-me retribuir em qualidade a quantidade que me falta.
Valores que considero importantes, vitais, transmitir-lhes. Sei que os terão, que lhes darão a devida importância e que assim poderão e terão a oportunidade de serem felizes.
Persistência e empenho, numa mista de amor, cumplicidade e alegria é assim que nos vejo quando, do presente, avisto o futuro.
Não vos quero maçar mais e creio que muito mais teria a dizer simplesmente há situações que, como no início escrevi, são indecifráveis…
Descrever um amor maior é tarefa impossível!
Daí restar-me só dizer:
Amo-vos muito! (jamais demasiado)
06/09/05
Sê
Ser tanto quando nada somos
Ter tanto quando nada temos
Ver tanto quando tudo nos passa ao lado
Crer em tanto que em nada acreditamos
Viver tanto que mal damos pela vida
Olhar tanto que nada vimos
Ouvir tanto que nada percebemos
Querer tanto que nada sabemos escolher
Sermos o que ninguém esperou
Termos o que jamais desejamos
Vermos o que nunca imaginámos
Alcançar o que nem em sonhos ansiámos
SÊ FELIZ!!!
(a foto foi tirada por mim, nestas férias, pelas bandas da Serra da Estrela mais própriamente do alto do castelo de Sortelha)
(In)certezas
Continuo com a minha “caminhada” de mãe e amiga, caminhada essa que nunca será dada como finda.Neste meu coração sensível, entristece-me ver crianças magoadas. Com dolo ou não a culpa passa quase sempre pelos adultos. Quando não passa pelos ditos “grandes” é porque tem uma razão de ser mais séria. É o que acontece com o meu pequeno “guerreiro” que, como os meus mais fiéis “frequentadores” saberão, tem um problema de aprendizagem: a dislexia. É o seu grande cavalo de batalha e dou comigo a pensar:
- Que grandes lutas que a vida nos impõe!
Sem mais nem menos eis que surgem do nada, de um momento para o outro, sem sequer se fazerem anunciar. Foi o caso desta e por isso resolvi, mais uma vez escrever acerca.
Durante o fim-de-semana falava com uma amiga (e madrinha do meu pequeno herói) que a maior parte das informações que circulam acerca destes problemas estão longe da realidade. Como em tudo o que se refere ao comportamento humano, não depende de sinais evidentes, nem de etapas a uma determinada altura pois somos todos diferentes e como tal, reagimos de maneiras diferentes. A dislexia pode passar totalmente despercebida a profissionais do ramo. Acreditem que acontece muitas vezes e foi o que aconteceu ao meu filhote. Ele frequentou consultórios particulares de pedo-psicólogos devido ao seu temperamento difícil e ao seu comportamento muito activo (desconfiava-se de alguma hiperactividade). No final o relatório era o mesmo com os 3 profissionais que o “estudaram”: o A. tem um feitio muito próprio, uma personalidade muito forte e um temperamento em que define perfeitamente as suas metas. Nada mais a registar. Alterações? Nem pensar! O menino estava isento de qualquer uma delas.
É claro que com o início da sua vida escolar fomos dando conta que as dificuldades com as letras eram demasiado até que se confirmaram as suspeitas: o A. era disléxico.
Ontem, ao falar com ele (e enquanto as lágrimas lhe rolavam pela sua face de criança) dilacerou-me completamente o coração o facto de me aperceber que o principal “inimigo” não é a dislexia mas sim o seu feitio, a sua personalidade.
Com isto tudo cheguei a uma conclusão (não sei se certa ou errada), que cansa mais a extrema dificuldade que temos em camuflar as nossas fraquezas e ficamos demasiado magoados com a notoriedade destas perante os olhares alheios, que propriamente “sofrer” das mesmas. Não é difícil enfrentar os problemas. Difícil é sermos aceites como fazendo parte das multidões que inspiraram ditos estudiosos sobre o desenvolvimento humano nos seus “manuais de classificação”.
No fim da minha “tese” apenas sei que sendo “obra” da natureza, afinal é natural!!!
Estejam atentos, mas sobretudo estejam presentes na vida dos nossos pequenos heróis!!!
(e eis que, após um período de descanso, teremos de voltar a pegar na espada da persistência e com a ajuda da força de vontade será uma batalha ganha!)
05/09/05
Inspiraaaa, expiraaaa e relaxaaaa
Sem deslocações a agências de viagens, regateando preços e atentos a folhetos promocionais, em busca de destinos exóticos.
Sem necessidade de reserva antecipada.
Livre de pragas e intempéries...
Eis que nos aguarda um dos mais belos países, o nosso pequeno e único Portugal, á espera que queiramos com ele saciar o nosso desejo de descanso.
Foi aqui, junto a este rio, que fui abandonar os nervos diários e em troca receber todo a paz e serenidade que só a natureza nos sabe dar. Não é ilusão e esta foi bem tirada da minha máquina digital HP.
Está ao alcance de todos nós e por nós espera... aguarda esta vontade única de conhecer o que é nosso, de partir á descoberta do que está tão perto e que por vezes se torna tão distante...
É assim que somos quando queremos só porque desejamos...
Quando a única exigência é que seja em território português e o único desejo é que as águas sejam amenas...
E assim vou conhecendo...
E assim vou descobrindo...
E é neste sentido que quero rumar...
Partindo para o desconhecido... aqui tão perto...
(E ainda há tanto destino que por mim espera!)
02/09/05
Obra d'Arte
E digam lá que a estrela não brilhou!!!
Não foi na serra mas sim na praia (da Rocha), que eu e os meus dois tesouros metemos mãos á obra e... VOILÁÁÁÁÁ!!!
Para mais tarde recordar... eis a nossa obra d'arte!!!
Faz precisamente amanhã uma semanita que a projectamos e construimos e como não poderia deixar de ser... aqui a partilho com toda a blogoesfera!!!
O tempo continua a ser escasso daí o post ser curtinho (no entanto há muito que contemplar...)
Vou meter mãos á obra (desta feita de secretariado) e depois... eis que surge o descanso!!! (ou não:) )
Bom fim-se-semana para todos e... descansem das férias!!!
01/09/05
Voltei!
Cá estou eu (mais atarefada que nunca!)Ainda com cheirinho a mar, com sabor salgado e um ar fresquinho!
Aspecto "tostado" q.b. (de corte de cabelo novo e tudo!)
A visitinha é rápida pois como podem calcular, vou ter que "dar ao dedo" para por esta correspondência toda em dia! (nada que não se faça com calma)...
E quanto ás férias FORAM ÓPTIMAS!!!
Quando tiver mais tempo prometo contar-vos!!!
Para já e para todos vós: Muitos Beijos!!! (estava com imensas saudades!)










