29/07/05

Novos ares

Não meus lindos!!!!

Cá p'rós meus lados não há nenhum rebento novo!!!

Numa época em que o pessoal está todo a bazar, resolvi mudar os ares aqui da casa...

Espero que tenham gostado! É claro que aceito críticas (desde que bem fundamentadas e com as devidas soluções).

Entretanto vou aproveitar o fim de semana para descansar (vamos ver!!! é que começa já hoje a correria dos dias de "liberdade"!)

E ver se o S. Pedro me deixa dar uns mergulhos na água salgada!!!


Beijokas


28/07/05

Rascunho






Queria fazer um rascunho da nossa história

Esboçar algumas frases

Brincar, até, com algumas palavras

Penso e repenso

Rabisco algumas ideias

Mas acho-as feias



Queria fazer um rascunho da nossa história

Tem de ficar lindo e único

Mas por mais que pense nas palavras

Não encontro as que melhor a descrevem

Escrevinho umas quantas linhas

Que de nada servem



Queria fazer um rascunho da nossa história

Mais uns quantos gatafunhos traço

Para chegar á conclusão

Que palavras há muitas

Mas nenhuma descreve o que me vai no coração




E de todas escolho a mais simples

A que pode definir o que ainda somos

O que fomos e o que creio que sempre seremos

Pego na caneta e rabisco a palavra


AMOR


27/07/05

Tesouro





E do céu caiem gotas de ouro…

Que me embelezam o corpo e a mente...

Danço ao som da cadência deste tesouro...

E liberto-me assim... tão simplesmente...


26/07/05

France Gall



Há muito que vos queria falar dela... e nela...

Se há verdadeiros milagres existenciais este é um deles
Uma das minhas autoras, compositoras e interpretes preferidas é precisamente uma menina francesa...
Menina nascida em 1947 (não me enganei não!!!)
consegue brincar com as palavras como se de um modo fácil se tratasse...
Tem na voz uma limpidez que falta a muitas águas que bebemos...
e ainda pega na viola e faz verdadeiros brilharetes de mestre...
Das muitas músicas que cantou (porque também há muitas que são de outros autores) escolhi esta, não só porque foi escrita por ela, mas também porque ao voltar a lê-la continua a transmitir-me o mesmo que senti a primeira vez que a ouvi...
Sei que a ouvirei por muitos e muitos anos pois há figuras das quais jamais nos esqueceremos e ficarão para sempre imortalizadas pela sua obra.
E porque é-me difícil encontrar palavras plenas de justiça para descrevê-la apenas vos digo o que o meu amigo A. me disse quando lhe emprestei um CD dela:
- "Simplesmente belo! sem palavras, senão corro o risco de não ser justo!"
Aqui fica, na versão original (que quer dizer em francês é claro). Quem tiver dificuldades solicite ajuda... :)


France Gall
Résiste



Si on t'organise une vie bien dirigée
Où tu t'oublieras vite
Si on te fait danser sur une musique sans âme
Comme un amour qu'on quitte
Si tu réalises que la vie n'est pas là
Que le matin tu te lèves
Sans savoir où tu vas

Résiste
Prouve que tu existes
Cherche ton bonheur partout, va,
Refuse ce monde égoïste
Résiste
Suis ton cœur qui insiste
Ce monde n'est pas le tien, viens,
Bats-toi, signe et persiste
Résiste

Tant de libertés pour si peu de bonheur
Est-ce que ça vaut la peine
Si on veut t'amener à renier tes erreurs
C'est pas pour ça qu'on t'aime
Si tu réalises que l'amour n'est pas là
Que le soir tu te couches
Sans aucun rêve en toi

Résiste
Prouve que tu existes
Cherche ton bonheur partout, va,
Refuse ce monde égoïste
Résiste
Suis ton cœur qui insiste
Ce monde n'est pas le tien, viens,
Bats-toi, signe et persiste
Résiste

Danse pour le début du monde
Danse pour tous ceux qui ont peur
Danse pour les milliers de cœurs
Qui ont droit au bonheur...
Résiste

Résiste
Prouve que tu existes
Cherche ton bonheur partout, va,
Refuse ce monde égoïste
Résiste
Suis ton cœur qui insiste
Ce monde n'est pas le tien, viens,
Bats-toi, signe et persiste
Résiste...

25/07/05

Hoje




Hoje

Sem pensar no que fui…

No que serei…

No que fiz…

Ou no que farei…



Hoje

Pensando apenas no que sou…

Abandonar-me do físico…

Elevar o meu espírito…

Deixar tudo o que fui…

Reencontrar-me e renovar-me…



Não ontem

Nem amanhã

Apenas hoje…








Como me faz falta um retiro espiritual!

22/07/05

Nada de avisos!



Não venho aqui fazer um discurso moralista

Nem tão pouco chatear-me ou cair no aborrecimento de passar sempre a mesma mensagem

Ontem fui assistir a um concerto dos grandes senhores do reggae UB40!!!

Estaria tudo óptimo!!!

Não fosse o concerto ser na tão nobre sala de espectáculos mais lisboeta de todos os tempos – Coliseu dos Recreios – ou não fossem os fumadores…

No verso dos bilhetes havia uma série de informações importantes a ler e a cumprir (é lógico que não havia ninguém a fiscalizar essas acções pois afinal, estamos num pais civilizado!... ou não?)

De entre os, não muitos, avisos, havia o da proibição de fumar…

E quem entra no Coliseu percebe perfeitamente que os técnicos que a projectaram e construíram, tinham mais com que se preocupar do que com problemas de ventilação ou refrigeração.

Muitos dos fumadores sabiam da respectiva proibição… e ainda ouvi:- Oh! Quero lá saber que seja proibido! Porque é que não hei-de fumar?

Alguém explica porquê?!?

Quanto mais não seja, por respeito, por inteligência (analisando a falta de segurança para tal prática) ou simplesmente por
viverem em sociedade (civismo)!

É claro que se os outros fazem, logo haverá milhões a seguirem-lhe os passos!!!
Pena é que seja só nas atitudes menos correctas…


Só quero deixar claro que os não fumadores não têm qualquer opção pois os que decidem poluir o ar que todos respiram violam as leis elementares da boa convivência.

(Faz-me muita impressão que as pessoas estejam sempre á espera das entidades fiscalizadoras para que possam cumprir com as regras de civismo!! Afinal são ou não são adultas?!? têm ou não têm liberdade de decisão?!? mostram que são ou não são inteligentes?!? e que é aí que reside a diferença entre racionais e não racionais).

Quero no entanto dar os parabéns a quem teve um pouco de civismo e inteligência suficiente e até consegui discernir que ali era local onde as beatas não condiziam em nada com o chão alcatifado!!!

Não somos só o que comemos
Somos também o que respiramos!!!

Permitam-me que seja eu a escolher!!!


Mas o que interessa é que o concerto foi óptimo!!!

(e afinal avó… há quem saiba ler e faça pior figura que um verdadeiro analfabeto)

Bom fim-de-semana!!! (a fumadores e não fumadores claro!).

21/07/05




Olhar o horizonte…

Conseguir avistar para além do infinito…

Caminhar sem destino traçado…

Parando em todo e qualquer lugar…



Cheirar o que mais ninguém cheira…

Ver o que outros olhos não vêem…

Ouvir palavras que não se pronunciam…

Sentir gestos que ficam por fazer…



Ajudar sem que nos peçam…

Fazer sem que a tarefa nos seja destinada…

Correr no meio dos que andam…

Rir por entre os descontentes…



Saborear o que outros simplesmente comem…

Sentir-se abençoado por existir…

Olhar para o próximo como se fosse o nosso reflexo…

Jamais abandonar o nosso percurso…



Foto: http://www.olhares.com/ autor: Pedro Flávio

20/07/05

Abre-te!


Há feridas que pensamos já terem cicatrizado e que até já as esquecemos quando, de repente, começam a sangrar de novo…

Não falo por mim, nem de mim…

Não que não tenha feridas… tenho e muitas

Não tantas de amor (até acho que não tenho nenhuma a esse respeito) mas por outros motivos bem mais custosos de cicatrizar, elas continuam cá…

Falo pelo que me apercebo que pode acontecer e que está a acontecer…

Por certo já vos aconteceu aparecerem feridas que até já tinham esquecido! (a mim já)

E quando assim é… fechamo-nos… e fechamo-nos… “içamos” a ponte levadiça e tentamos nos proteger de tudo e de todos… dos inimigos e dos amigos até…

Não estamos sequer abertos a qualquer conselho, comentário, ou ideias até…

Pensamos que assim… ali fechadinhos… sem que ninguém nos tenha acesso… estamos completamente seguros e livres de qualquer perigo… de mais feridas… mais dor… mais recordações até…

E faz-me lembrar aquela casa que se quer limpar, arrumar ou simplesmente cuidar… de janelas e portas fechadas…

Já experimentaram fazer limpezas com a casa fechada?

O resultado é péssimo!!!

Há que abrir as janelas, correr as cortinas para que os insectos não entrem…

Com elas abertas podemos sacudir o pó! Livrarmo-nos de tudo o que a suja! Saiem os maus odores, libertamo-nos dos ácaros (que só vivem na escuridão)…

Com elas abertas podemos deixar entrar o ar que a vai renovar, os raios de sol que a vão iluminar, para além de lhe configurar aquele ar de limpo e arrumado.

Este post é para todos os que pensam que fechar-se é a solução…

Para quem vê deste lado, do lado de cá, sabe e tem consciência que é no abrir que reside a esperança…

Abre-te á amizade

Abre-te á satisfação

Abre-te ao sucesso

Aceita os que estão á tua volta (mesmo que estejam longe)

Pois se te fechares á felicidade ela irá passar-te ao lado sem que, sequer, a vejas ou a sintas…

E só assim poderás navegar por mares mais calmos rumo ao êxito… e até, quem sabe, encontrares o tão esperado e procurado, farol !!!

19/07/05

Poema?!




Quando o amor arde e o fogo até se vê

Quando conseguimos sentir sem que doa

Quando desatinamos de tanto contentamento

Quando a dor até nem faz sofrer

Quando queremos algo mais que bem querer

Quando juntos andamos por entre a gente

Quando nos contentamos em sermos contentes

Quando não queremos perder o que se ganha

Quando só temos vontade em nos prender

Quando não somos nós o único vencedor




Rasgamos o ser

Sem quebrar a confiança

É que afinal…

“Todo o ser é composto de mudança”!!!



(que me perdoem os poetas!)



18/07/05

Regressos



Não me perguntem como mas posso explicar o porquê…

Neste fim-de-semana regressei ao passado!

Estava no meu corpo de 35 anos e, pode parecer impossível, mas regressei simplesmente aos anos em que víamos os filmes do Gelado de Limão (quem não se lembra) sentados numa qualquer cadeira de praia que levávamos á mão para uma qualquer sessão de cinema nocturna e ao ar livre de um qualquer parque de campismo (qualquer? recordo-me bem do C.C.C.L.).

O porquê prende-se com o facto de, para além de outras coisas mais, termos ido assistir a uma sessão de Drive-In junto ao tão emblemático Rio Tejo numa acção que a Câmara Municipal de Loures promove todos anos bem pertinho da Expo…

E lá fomos nós perto das 22h00 assistir ao filme “Terminal de Aeroporto” (que pensei ser uma seca mas foi mesmo, muito muito bom). Depois de várias queixas dos pequenos ocupantes de trás da nossa viatura (que nasceram num mundo cheio de injustiças… e como tal tudo o que não está correcto é uma injustiça), lá conseguimos nos acomodar de modo a ver a sessão que nos era oferecida (sim o evento é de entrada livre).

De regresso a casa, por volta da meia noite e “picos” ainda ouvi um:

- Ó pai podemos ir andar de carrinhos de rolamentos?

Não leram mal não!!!


O meu maridão (é mesmo ão!) lá acatou as “ordens” e pedidos sem fim dos nossos contrapesos e resolveu fazer um carrinho de rolamentos… ena ena!!!

Lá trouxe os 4 rolamentos, a plataforma já á medida, mais os respectivos “braços” de “direcção”, a corda (com a devida mangueirinha p’ra não ferir as mãos de quem vai a conduzir) e mais um ou outro pormenor que ganham imensa importância á vista dos pequenos “herdeiros”.

E foi vê-los, felizes, de capacete na cabeça a descer uma das ruas, sem saída e pouquíssimo movimentadas, que temos junto da nossa casa. E assim passaram a tarde de sábado a descer de carrinhos de rolamentos e depois, como tudo o que desce tem de subir, lá vinham eles de carrinho “atrelado” á mão pela rua acima.

Ainda tivemos tempo para ir ver a 1ª Convenção de Fitness (cá da zona), na qual a minha filhota de 12 anos participou (repararam no orgulho?), que foi muito bem organizada. Ele era artes marciais com verdadeiras coreografias ao som dos mais recentes temas dos Top’s de música, era danças do ventre á mistura com danças de salão, hip-jazz na qual a minha filhota fez mais um brilharete (ai agora repararam!), step, e depois, bem depois lá vieram os verdadeiros artistas… os meninos do Hip-Hop (tão sómente 19 grupos) que, se eu por alguns momentos me abstrair, até o posso pensar estar a assistir a um qualquer concurso de break-dance digno dos tão famosos e gloriosos anos 80.

e tudo isto culminou num domingo passado nos churrascos e sardinhadas em alegre convivio á beira rio (como não podia deixar de ser) com mistura de 5 litros de sangria e muita amizade...

E aqui ficam os porquê’s do meu regresso ao passado… que foi magnífico… e já agora
aqui vai um geladito de limão!!!



15/07/05

Morangossssssss



Há, realmente, frutos que pelo seu sabor, suculência, travo, textura, particularidade ou sei lá mais o quê, se tornam irresistíveis!!!!


E olhem só p’ró que me deu!!!!





Morangos em tudo e mais alguma coisa, com tudo quanto é coisa…. A qualquer hora e em qualquer lugar (ainda melhor que o Martini, que agora é só ás 8!)




Não consigo falar mais… estou de água na boca!!!!



Bom fim-de-semana!!!



(só tenho uma dúviiiidaaaaaa...)

14/07/05

Mais memórias



Fui hoje assolada por uma estranha recordação

Embora ainda haja, umas quantas poucas, em funcionamento, fui invadida pelas memórias dos dias da minha infância em que entrava na drogaria lá do bairro…

Ena como eu gostava de admirar aqueles produtos todos:

Eram de higiene, de beleza, ferragens e ferramentas, petróleos e afins, corrosivos, tóxicos, outros completamente inócuos enfim era um emaranhado de coisas que eu adorava avistar…

Lembram-se?

Eram sabonetes, champôs, palmilhas, rolhas de cortiça, cordas várias, vernizes, grelhas, eu nem sei mais o que aqui relatar pois eram tantas coisas que quase chegavam a ser infinitas….

E o cheiro que deixavam no ar (e lá vem o cheiro outra vez…) que recordação boa!!!

Adorava ver os artigos de beleza e até uns quantos perfumes (opssss desculpem os perfumes), ou seriam só umas quantas essências trabalhadas de modo mais caseiro?

Enfim o que interessa é que tenho a felicidade de morar numa vila em que ainda encontro uma drogaria desse género (é claro que muitos produtos já não estão sequer á venda) e é uma regalo p’ra minha memória passar por aquela porta…

Bem... estranho tema, pode parecer, mas as memórias são assim mesmo.... estranhas!!!

mmmmmmm…

13/07/05

Ingenuidade




Na ingenuidade de um desejo

Transformado em corpo de mulher

De pele aquecida pelo amor

que se vai dourando nesse ardor


Na ânsia do prazer

Que se consome no deleite carnal

Num simples toque se vai eternizar

Aguardando um beijo por dar


Esquecido no esgar do momento

Guardado, se consome, no desejo

Fica por subir essa montanha

Imortalizado neste nosso ensejo

12/07/05

Beijos com saudades!


Regresso ao passado e recordo, com um sorriso na cara, os tempos em que planeávamos as férias.

Desdobrávamos o mapa e estendíamo-lo em cima da cama (sim em cima da cama… é bem mais confortável!), ficávamos cada um do seu lado e traçávamos rotas que só tinham uma finalidade: natureza, paz, tranquilidade e sobretudo descanso.

Escolhíamos destinos longe da praia, longe da multidão, longe da confusão, longe da eterna caça de um lugar para o carro.

E lembro-me perfeitamente da primeira vez que tal sucedeu…

Planeáramos ir para o Gerês e de regresso ficaríamos onde nos desse na real “gana” (sem miúdos qualquer imprevisto é de fácil contorno).

E lá fomos nós, na véspera, comprar todo o material essencial para uma boa estadia no Gerês… é claro que iríamos acampar e, como qualquer campista, teríamos de ter o mínimo necessário a essa magnífica prática.

O fogão ficaria para outra altura (optamos por conservas das quais mais de metade voltariam ao ponto de partida) mas não nos esquecemos da canadiana (ainda não se falava sequer em iglos), da geleira, dos sacos cama e dos restantes “utensílios”.

Nessa altura as estradas eram mais “longas” e saímos logo pela madrugada (que de manhã é que se começa o dia!) metemos a tralha na enorme mala do nosso Toyota Corrolla e lá fomos nós rumo ás melhores férias que alguma vez tivemos…

Lembro-me ainda de ter chegado a um lugar bem calmo, bem genuíno… onde a natureza vivia no seu esplendor e em que quem a visitava não só conseguia beber dessa vida como tinha um enorme respeito por ela… e venerava-a!

As manhãs começavam logo com o raiar do sol que se misturava com o canto dos pássaros. Os passeios eram, geralmente a pé e quando o fazíamos de carro era com destino traçado rumo ao outro lado da serra em que apenas deixávamos, no porta bagagens, os calções, bikini e toalhas e é claro a insubstituível garrafa de água (vazia) para a podermos encher nas inúmeras fontes pelas quais passávamos.


e até os banhos passaram a ser tomados em pleno rio Homem já no final do dia com um ou outro champô que conseguíamos cravar aos putos lá do sítio (os que seguimos quando vimos de toalhas ás costas a descer em direcção ao rio).

As refeições eram fora de horas ou melhor dizendo, eram ás horas em que tínhamos fome e como conservas já não aguentávamos ver (ainda hoje não), encontrávamos sempre um pequeno tasco para saciar o nosso apetite.

De todas as férias que tive são as que mais saudades me deixam e de tal forma que este ano resolvi, em assembleia de família, ir acampar.

Há quem me diga:

- Eu para passar férias tem de ser num sitio melhor que a minha casa!

E eu apenas tenho pena do que eles nunca chegarão a sentir, a presenciar…

Quantos sítios já eu não conheci melhores que a minha casa mas de todos o que me deixou mais recordações deliciosas foram precisamente aqueles em que, em plena comunhão com a natureza, conseguíamos renovar-nos e prepararmo-nos para mais uma ano de trabalho. Espero bem que este ano volte a ter mais umas férias (ainda que curtas) completamente reparadoras…

Já voltei ao Gerês desde então, mas há já 9 anos que não o visito e ainda não vai ser este ano… Só espero que a mão do homem não esteja demasiado vincada e….

- Prometo-te que aí vou com os dois contrapesos! (uma já conheces só falta o contrapeso mais novo!).

Beijos com imensas saudades!

11/07/05

Pega!



Pega na minha alma e voa...

Liberta-a de tudo e todos

Acolhe o que dela sobrou

Faz-me renascer…


Neste corpo físico que aguarda

Qualquer alma que dele queira fazer parte

Só resta saber se viver é mesmo uma arte

E ela em mim para sempre queira permanecer…


Retira-me todo este cansaço…

Faz com que chova no meu deserto…

Que neste leito vou repousar…

E por ti esperar…


Então vá!

Toma!

Pega na minha alma e voa!!!

Muito trabalho!



Papelada, Papelada e mais papelada...

A saga continua!!!

08/07/05

Bom fim-de-semana!


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Bem rapaziada!!!

Estou tão cheia de trabalho que só passei mesmo para vos desejar um bom fim-de-semana!
(Quanto a mim vou ver se arranjo tempo para ver se este "Batman" tem algo mais para além dos músculos e da óptima forma física!!! eheheheh!!!)
Beijokas

07/07/05

"Espanca"(-me)


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"Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti..."

Florbela Espanca

06/07/05

Caminhos


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Há caminhos que percorri pelos quais jamais desejo novamente passar

e embora não me queira esquecer deles, não tenho as mínimas saudades de neles voltar a caminhar.

Há, no entanto, uma verdade que considero absoluta: se não os tivesse percorrido, continuaria á procura deles e a querer neles ingressar.

Há poucos dias…

Voltaste a contactar-me…

Voltaram os sms’s…

Os e-mail’s…

E até, imagine-se, entraste no MSN…

Voltaste á “carga”…

Voltaste a lembrar-te do que não chegámos a ser…

Voltaste a lembrar-te do que abandonámos por breves momentos…

Voltaste a querer, a desejar, a pretender…

e apenas te quero dizer (o mesmo que já te disse)…

Há caminhos pelos quais não devo caminhar, aos quais não devo regressar…

Sei que não te magoo revelando este meu pensar…

Porque se algum sentimento houve, ou há, apenas será o de amizade e nesse não nos ferimos confessando a verdade…

(ao menos isso!)

e por isso te digo novamente:

“Sei que o que foi não voltará a ser!”

05/07/05

Reparem


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Reparem bem no que anda a acontecer nas nossas estradas… bem junto a elas…

Não quero de todo falar dos acidentes (mas que eles existem e são dignos de um post… isso são!)

Não quero falar nas infracções que se cometem (essas são mais que muitas e só de pensar já se me revira o estômago!)

Também não olhem para os novos modelos de carritos que por aí circulam… novas cores e tal…

Não! Isso não seria tão magnífico de falar como do que eu vos quero realmente perguntar se já repararam.

E pela foto que escolhi para o post de hoje creio que não vai haver desentendimentos.

Já repararam na invasão, verdadeira propagação, erupção até, de people que decide, aos fins-de-semana, pegar nas suas majestosas bikes e lá vão eles… rumo ao relaxamento necessário que a vida contemporânea exige.

E que regalo para a vista (diga-se de passagem)

Pernas com músculos bem delineados, ombros largos, corpos perfeitos que revelam a prática já de alguns anos… e não fossem os novatos a destoar esta visão que eu até me faria o favor de me levantar da caminha, em pleno domingo de descanso, bem mais cedinho, meter-me no carrito e lá vou eu… marcha lenta… vidro aberto… óculos de sol… ligeira brisa que arrefece a pele e teima em me embaraçar o cabelo…

(no carrito sim, porque isto de estar atenta a certos pormenores não me dá margem de manobra para outras habilidades!)

Como se tudo isto não bastasse ainda somos contempladas com equipamentos entre a Lycra e o algodão com algum outro composto que lhe aufira a elasticidade necessária e conveniente á prática da modalidade e que, como tal, deixa á vista toda e qualquer aspecto físico que mereça ser “estudado”. Tal não seria o suficiente e então ainda somos bombardeadas com cores mais ou menos garridas, berrante, alegres que, todas á mistura, fazem um efeito digno de ser apreciado…

Ainda podemos estar atentas á máquina que ostentam entre as pernas

(Ó meus amigos!!!! Estou a falar de bikes é claro!)

Sejam elas de estrada, de montanha, serão sempre magníficas e completamente merecedoras de toda a nossa atenção (bem… toda?!)

E fica sempre bem sabermos alguns topos de gama, repararmos nos quadros, na montagem, na forqueta, no espigão, no selim (no selim?)…

Reconhecer uma Masil (do Manel do Lousa-p’rós mais distraídos), uma simples Decathlon (ou não porque há para todas as carteiras- de qualquer modo serão quase sempre para iniciados), uma revigorante e berrante KTM (estas só de montanha)… e ainda distinguir o carbono do alumínio (que é um erro impensável de cometer) e esperar pelos primeiros modelos do titânio (ainda não tive o prazer de ver nenhum em movimento, só mesmo paradinho em uma ou outra exposição)…

Mas magnífico mesmo é ver a verdadeira máquina que dá vida a isto tudo… o que vai em cima do selim….

Uiiiiiii!!!!

E se for já com uma pele bronzeadita, não levar os joelhos demasiado afastados (isso não! Façam o favor de juntar as perninhas ou correm o risco de parecer uns sapos! Para além de se reconhecerem logo como principiantes é claro)

Ai que alegria para a vista!!!

E já repararam que há mais sorrisos nas caras das condutoras?!

Já repararam?!!!

01/07/05

Novas Amizades





Podia simplesmente escrever acerca de amor, de desejo, de prazer que, como todos sabemos, traria logo um mar de gente (o qual admiro mas não apenas).

Podia escrever simplesmente acerca do tempo, do fim-de-semana, da subida de temperatura (que não deixa de ser espectacular).

Resolvi, porém, escrever acerca da amizade… tchiiiii que grande e magnífico sentimento esse…

Nos últimos tempos tenho descoberto outra forma de amizade!

(o que é que esta fulana vem p’raqui dizer? – perguntam muitos de vós – Só há um sentimento de amizade. Amizade e mais nada!)

Mas passo a explicar a minha afirmação:

No início deste ano descobri (e que magnífica descoberta) o mundo dos blog’s. Gostei tanto que não resisti em ter o meu e passados alguns dias lá estava ele a nascer o Toukibem – o meu espaço, a minha casa…

Passados pouquíssimos dias fui confrontada com uma mensagem de uma amiga nossa, na qual constava que tinha de fazer uma pausa por excesso de cansaço… (diria mais desânimo) e lá se me encheu o peito de tristeza… não me contive, senti o grito que saia d’aquelas palavras, ainda que poucas, e todo o desgosto que elas transmitiam e postei para ela… acerca dela… e por ela… e desde então a considero amiga, temos trocado alguns e-mail’s e umas poucas chamadas telefónicas…

Conhecemos a voz uma da outra, os medos de ambas, alguns desgostos sofridos e… sabemos que nos momentos em que nos apetece pousar as armas, podemos sempre contar com os conselhos da outra (se é que nos vale de algo… que valha!)

Dias mais tarde dediquei-me ao Messenger… (não foi propriamente descoberta uma vez que já “o” conhecia) foi antes acatar uma sugestão de um pedido de alguém que necessitava falar comigo (não sei como nem porquê, há gente que se sente bem em falar comigo...)

E lá iniciei mais uma nova caminhada! (muito a medo devo revelar-vos…)

Ia aceitando os pedidos dos novos contactos (desde que os conhecesse é claro… nada de correr riscos desnecessários) e, a maior parte dos contactos foram pedidos através do e-mail.

Ontem recebi um mail que não me podia deixar indiferente… primeiro porque foi uma presença que me ajudou bastante num período mais conturbado da minha vida profissional… sempre me apoiou e até “presenciou” (através do MSN) algumas lágrimas minhas… deu-me a mão e as palavras foram soberbamente escolhidas e ergueram-me num ápice!

Não nos conhecemos pessoalmente e do que nós somos, apenas conhecemos a voz e o sorriso mostrado através de algumas fotos trocadas (muito a medo eu sei…) em ficheiros enviados.

Na mensagem de ontem recebi um pedido de desculpas pela sua ausência, por não ter tempo de estar “presente” pois tem tido demasiado trabalho (graças á deu meu irrrrmão!) e continuava com palavras que me deixaram de lágrimas nos olhos (eu sou assim… acho que dizem que é por ser mulher, ou lamechas… mas eu acho que é por ser sensível… afinal os homens também choram) e na minha resposta apenas pude rematar… (já vos digo lá mais p’ró final).

Há ainda, mais umas quantas amizades, que fui fazendo. Duas delas conheci-as pessoalmente (são como se mostraram!) e são óptimas pessoas. Uma necessita de todo o apoio que lhe possamos dar… (e ando preocupada pois tem-se mantido afastada) enquanto que a outra revelou-se num excelente amigo e até me prestou uma grande ajuda naquela minha fase da mudança de trabalho (mudanças!).

Não me posso esquecer também de mais um grande amigalhaço (lá do norte) que também nunca me deixou ficar a “pastar” (lá por eu ficar um mês sem net) e lá pegava ele no telélé e lá ficávamos nós a conversar como se nos conhecêssemos desde sempre.

E também há uma menina que anda completamente perdida e com a qual tenho mantido algumas conversas curtas (desculpa mas o trabalho realmente preenche os meus dias) mas da qual eu não me esqueço e até a tenho como minha “protegida” (se é que assim o pode ser)

E sei lá mais quantos… eu não me queria esquecer de nenhum (ou nenhuma) e se tal acontecer é pura e simplesmente porque o tempo continua a “contar” e já tenho o pessoal a olhar p’rá minha secretária (está demasiado arrumada!).

E destas amizades que eu hoje resolvi falar… novas amizades… num novo contexto do que pode ser a amizade.

Muitas delas conseguem saber, acerca da minha pessoa, de episódios que ainda não consegui contar á minha amiga João (a minha alma gémea em termos de amizade). Não pelo episódio em si… mas porque teclar é mais fácil que falar e porque por detrás do monitor estará alguém que também partilha de algo comum e que jamais nos julgará (o que por vezes as amizades ditas normais, fazem sem quererem ou se aperceberem).

Por isso deixo-vos aqui as palavras com que terminei a mensagem de ontem (aquelas que ficaram para o final).

Não preciso de olhar para o céu para saber que lá está o sol!

(Obrigada a todos pelo apoio, pelas gargalhadas, pela partilha, pela cumplicidade… por tudo!)