20/05/05

A minha estrela



Faz hoje 38 anos que nasceu uma estrela...

Uma estrela que anos mais tarde iluminou os meus dias... e da qual continuo a depender

Porque, muito mais do que te dar os parabéns, quero te dizer o quanto significas para mim:

Porque para além das nuvens há sempre a tua luz brilhante.

Para além do homem, há o ser magnifico que és

Para além do casamento, há o amor

Para além da vivência, há a cumplicidade.

Há pedidos que não são pronunciados pelos nossos lábios mas que ambos entendemos

Há momentos em que nos chamamos e não se ouvem palavras

Há juras de amor não ouvidas mas sentidas pelos dois

E há todo o futuro á nossa frente para podermos transmitir tudo o que sentimos e pensamos ao fruto do nosso amor: os nossos filhos.

Porque o nosso casamento não é um conto de fadas, é sim o nosso, o único e não basta escreve-lo mas sim senti-lo

Porque nunca te conseguirei dizer tudo o que sinto por ti, por pensar sempre que já o sabes e por mais palavras que pronuncie nunca conseguirei transmitir o que sinto.

Não porque fazes hoje anos mas porque foi há alguns anos atrás que o meu corpo se abandonou nos teus braços

No tempo em que os presentes eram bem pensados e estudados antes da entrega

Presentes que não eram comprados, que não eram só mera troca de objectos, presentes não palpáveis mas que duram toda a nossa vida

Porque, mais do que te dar os parabéns, quero te dizer que é em ti que continuo perdida...

Que é da tua luz que dependo

Parabéns!!!

19/05/05

Hoje

O sol voltou a brilhar!!!

Ele está sempre lá mas por vezes fica coberto por algumas nuvens

Vinha pelo caminho a pensar que sinto imensa falta de um rádio lá no trabalho...

A música faz-me muita falta!!!

Ontem foi dia de desavença entre colegas e o ar estava irrespirável!

Com um pouco de música tenho a certeza que o se tinha respirado um melhor ambiente...

A música faz-me imensa falta...


13/05/05

Mãe

Ontem ao arrumar algumas trapalhadas
dei com a mensagem do dia da mãe do meu filhote mais pequeno.

É claro que já a tinha lido e gostei muito (como gosto sempre)
Mas ontem, ao lê-la novamente o meu pequeno guerreiro fez-me ver
Novamente que se ele é lutador é porque tem a quem sair (modéstia á parte claro!)

Sem mais palavras e explicações aqui deixo a mensagem de sua autoria:


“A minha mão é uma leoa
Eu sou um leãozinho
A minha mãe é uma praia
Eu, da areia, sou um grãozinho”


A.



12/05/05

O nosso reino

Quando esperamos que o sol brilhe
Eis que o céu se carrega de nuvens
E somos alvejados pelas gotas de chuva

O castelo continua sem defesa
Pensas simplesmente que já está conquistado
E eu continuo a ver que a qualquer momento
Ele vai ser invadido pelas forças inimigas

Icei a ponte, abrigo-me
Mas sei que sem alento não poderei continuar
Nesta eterna defesa do nada

até a bandeira foi retirada

E o castelo agora já não pertence ao teu reino

O grito soa mudo
E já nem vês os meus sorrisos
Porque eu já nem sorrio para ti

As palavras são minuciosamente escolhidas
Para que o diálogo não se prolongue
E os gestos foram completamente erradicados

As prioridades já não são comuns
Para ti tudo se resume a duas rodas
Continuo a levar água ao moinho
Na esperança que tudo volte, que tudo passe

As noites são apenas a continuação dos dias
Assim como os fins-de-semana são a continuação do trabalho
E não sobra mais nenhum dia, mais nenhuma hora,
Para que te dediques ao que um dia pode vir a não ser teu

Eis a minha visão do teu reino, do nosso reino
Em que eu continuo á espera dos raios que me virão aquecer
Dos braços que irão abrigar-me do mal

Eu sei que mais tarde o sol vai brilhar
Ou apenas espero vê-lo no seu esplendor

Mas por agora a chuva cai…

E eu continuo abrigada…


11/05/05

Interior


Posted by Hello
Por vezes tudo me soa mal
As palavras que já não pronuncias
Os gestos que já não tens

Continuo á espera de alcançar o que não sei
E nestes dias parece que nem tudo me soa bem

A escuridão vem acompanhada pela tua presença
Mas já não rimos como dantes
E sinto que até na cumplicidade há algo que já não existe

Tento não pensar
Mas chega um dia em que de tanto tentar não pensar
Apenas acabo por esquecer o que já fomos

Continuo a acreditar mas resta-me saber o que fazer
Que caminho seguir

Reconstruir?

Refazer?

Restaurar?

Já nem sei se tudo o que fomos não se tornou em ruínas

Quando souber digo-te…

08/05/05

Lembranças

A nossa geração é de facto fantástica (já muito se escreveu sobre ela mas não consigo deixar de postar estes meus pensamentos)

Acredito sinceramente no que digo e tento passar alguns desses valores aos meus filhos...

Hoje quero antes regeressar ao passádo...

Na quinta feira passáda foi feriado municipal (5ª feira da espiga), esteve um dia primaveril a tocar muito perto do verão. Os miudos andaram de calções e
t-shirt e á tarde lá foram andar de "bicla" e ao olhar para a alegria deles penso:
Que bom que é eles não preferirem a playstation ou qualquer outra ocupação dita mais moderna.


- Que bom!!!

Tudo é necessário (é certo) e não os proibo de qualquer outra actividade dessas mas alegra-me ver que também eles seguem o ritmo de vida semelhante ao que a nossa geração viveu.

Vejo miudos saudáveis que vão tocar á campainha uns dos outros em desafio de mais aventuras, de mais corridas, jogos, construção de cabanas, enfim... de cumplicidades de brincadeiras...

Lembro-me bem que a nossa geração não ficava em A.T.L.'s (até nem se ouvia falar em tal coisa) e quanto muito, depois das aulas, podiamos beneficiar da presença de uma ou outra vizinha mais dedicada á casa e ás crianças, que fazia o favor de dar uma olhadela pelos miudos lá da rua (em troca de nada).

Lembro-me de jogar ao elástico, de saltar á corda, ao eixo, ao lencinho, ás escondidas e até ao "bate pé" lá nas trazeiras do pavilhão da escola onde frequentei o 1º e 2º ano do ciclo quando regressei a Portugal, o "bate pé" em que a prova mais esperada era de dar um encosto de lábios no "pãozinho" lá da escola.

Lembro-me que não havia telemóveis e que nem todos os lares tinham sequer telefones mas que mesmo assim os nossos pais e familiares andávam descansádos pois sabiam com quem estávamos e quase sempre tinham noção do que estávamos a fazer...

Lembro-me dos bailes do clube ao domingo á tarde, das matinés das discotecas (também á tarde) e que entrarmos numa delas era um desafio que qualquer um queria correr... também me lembro dos aniversários organizados numa ou outra garagem lá do bairro em que todos participávamos na sua elaboração e quando chegava a altura dos slow's lá vinha a tão odiada ou esperada vassoura que servia como moeda de troca até conseguirmos dançar com o borrachinho que andávamos a "galar" há dias...

Lembro-me de comprar rebuçados, chocolates, de comer pão com manteiga e açucar e curioso... nenhum de nós era gordo ou sequer tinha peso a mais... e também me lembro que comiamos sopa com frequência...

Lembro-me de estudar em grupo, não havia explicadores, e entre todos conseguiamos tirar as nossas dúvidas e sermos bons alunos...

Lembro-me bem dos ténis de lona brancos e das mini-saias que todas combinávamos levar para saudar o primeiro dia de primavera... e lembro-me do verão começar em junho, dos dias quentes uns após os outros e de... á noite... haver serões na rua em que os adultos falavam de tudo e mais alguma coisa e as crianças continuavam a gastar energias (que nunca mais lhes faltava) enquanto as casas esfriavam para podermos dormir mais descansádos.

Hoje há mais conforto é certo... as casas são feitas com outros materiais, a pensar noutros problemas e o nível de vida... dizem... é melhor!

Mas eu continuo a pensar na nossa geração

Continuo a pensar que nos refeitórios das escolas não havia nutricionistas a elaborarem a ementa pois todos sabiamos o que era essencial a uma condição física...

E continua a pensar na nossa geração e tudo o que mais desejo é que os meus filhos possam ter direito á felicidade que nós tivemos!